4/23/2017

HISTÓRIA DA DANÇA
Dançar é algo instintivo e natural da natureza humana, e por dispensar matérias e ferramentas e depender apenas de movimentos do corpo é considerado a mais antiga das artes. Ela surge como fruto da necessidade de expressão do homem.
Pré-história – Registrado em pinturas nas cavernas, era usada para aquecer,  rituais de caças e combates, agradecimentos pela cura de um enfermo, por fenômenos da natureza, colheitas, ou lamentar pela morte ou homenagear os mortos, comemorar casamentos e nascimento de uma criança.
Antiguidade –documentados através de pinturas, esculturas e escritos coexistiam  danças sacras e profanas.Dedicadas a deuses e como modo de  entretenimento,  desencadearam o desenvolvimento do teatro., era usada aprendizagem de auto-controle e desembaraço, alem de moldar a musculatura dos corpos  e harmoniza-los cm os espírito.   Com foram incrementada  a acrobacias,  magias, e a jogos, exemplo, os  Olímpicos.
Idade Média –Enquanto Santo Agostinho considerava um pecado grave, São Basílio de Cesaréia considerou-a a mais nobre atividade dos anjos.Os dançarinos ambulantes mantiveram viva esta arte. Casamentos, feriados e outras ocasiões tinham suas danças folclóricas..No século XIV, a peste Negra ocorrida na Europa levou o povo a cantar e dançar em cemitérios acreditando que com essas encenações afastariam demônios.
Renascimento –a dança  teatral reaparece passando a ter um sentido social, originaram posteriormente a dança de Salão. Na Itália, cria-se o balle.
Romantismo – O balé passa a incorporar magia, delicadeza de movimentos, a personagem feminina frágil, delicada e apaixonada, povo e a nobreza passa a imitar os camponeses com as valsas e polcas,- danças sociais.
Idade Moderna  e Contemporânea –marcado por movimentos pessoais de expressão, exemplo Isadora Duncan. .Surge ritmos e estilos  diferenciados,  novas combinações de passos e danças.A dança teatral é representada no cinema. Nasce a dança de rua.

DIVISÕES DA DANÇA
Dança  folclórica - traduz, num esboço, a fisionomia típica de certa época ou de certa sociedade. Faz parte dos costumes e tradições de um povo e são transmitidas de geração em geração. São preservadas pela repetição , vão mudando com o tempo, mas os passos básicos e a música assemelhem-se ao estilo original. Todos os países têm algum tipo de dança folclórica e a maioria pertence apenas a sua nação, algumas são executadas em ocasiões especiais.
Dança teatral –   é encenada para entretenimento de espectadores. Dentro dela encontramos o balé, a dança moderna, danças folclóricas, os bailados dos musicais e o sapateado.
Dança Social ou de salão - A forma de dança em casal como mero entretenimento e realizada em ambiente fechado (salões), tem origem nos bailes da nobreza européia, - valsa. , pode ser vista como uma fonte de preservação de características culturais populares.




História do Samba -  Ritmo Brasileiro
Nascido da influência de ritmos africanos,  sofreu  inúmeras modificações até chegar no ritmo que conhecemos. O samba - antes denominado "semba" - foi também chamado de umbigada, batuque, dança de roda, lundu, chula, maxixe, batucada e partido alto, entre outros, muitos deles convivendo simultaneamente!
O termo "semba" - também conhecido por umbigada ou batuque - designava um tipo de dança de roda praticada em Luanda (Angola) e em várias regiões do Brasil, principalmente na Bahia. Levado depois para o Rio de Janeiro.
Surgido da acomodação de diversos gêneros musicais e da confusão gerada pelos novos ritmos populares, no principio pelo lundu, polca, chula e maxixe, oficializou-se em 1917 com o lançamento da música para o carnaval, “Pelo telefone”, que  nunca ficou bem definida a sua classificação - tango, maxixe ou samba.

Dança e o deficiente - Através da dança, o deficiente físico pode explorar habilidades do corpo físico, desmistificando o modelo de corpo perfeito. Ela ainda provoca um pensamento deferente sobre a relação do corpo e a representação de belo e grotesco, saúde e doença, alienação e comunidade, autonomia e interdependência.
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 Encaro a dança como a arte da inteligência e memória corporal, que com seu  caráter poético nos encanta através de movimentos e gestos. Completaria ainda, afirmando que a dança, como experiência artística, pode encantar aquele que assiste, mas também aquele que executa, sendo bailarino profissional ou um bailarino cidadão. Ela pode ser uma rica experiência para os  sentidos do nosso corpo, influenciando na nossa percepção sobre a vida.
  Na sociedade contemporânea, a tecnologia e a imagem invadem os nossos desejos, sofremos muitos estímulos que contribuem para diminuir progressivamente a nossa sensibilidade, diminuir os prazeres proporcionados pelos nossos sentidos. A dança, pode criar alguns mecanismos de resistência, na medida que envolve os sentidos do movimento, do ritmo, da audição, da visão, da razão, do tato, do cheiro, enfim, sensações que se estabelecem por um envolvimento do homem na sua totalidade com o meio que o cerca. (...)
A dança pode ser estratégica no sentido de gerar experiências estéticas que possibilitem a transformação de valores, costumes e crenças, sendo significativa no processo de transformação da sociedade  brasileira contemporânea. São referenciais da linguagem da dança (movimento, espaço, forma, dinâmica e tempo), essenciais à pesquisa e desenvolvimento da linguagem, sendo subsídios fundamentais para a prática, reflexão e apreciação da dança.(...)
Por meio da dança é possível desenvolver a percepção e a imaginação, apreender a realidade do meio ambiente, desenvolver a capacidade crítica, permitindo ao indivíduo analisar a realidade percebida e desenvolver a criatividade de maneira a mudar a realidade que foi analisada.

SOUZA,  Profa. Ms.Maria Inês Galvão. Arte, Cultura e Sociedade:
Uma rede intrigante para algumas reflexões sobre a Dança.

 Universidade Federal do Rio de Janeiro

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