2/04/2012

1.º termo - EJA

1.º termo - EJA - Introdução a Arte

A Arte faz parte do ser humano e da sociedade desde a pré-história até os dias atuais, fez e faz parte de toda produção cultural do homem, introduziu um novo modo de pensar, ensinar novas relações, novos pensamentos e idéias, emoções e anseios que habitam tanto o Homem como a sociedade. E ainda capacita o individuo no seu modo de interpretar, compreender, representar, imaginar o mundo.
Atualmente, não há definitivamente um conceito exato para que se é Arte. Sabe-se que nosso planeta vem sofrendo modificações culturais, e, a Arte, consequentemente tem sofrido transformações. Antigamente, o belo, o estético, estava vinculado a Arte, hoje, nem sempre vimos isso. No entanto, ela não perdeu sua essência. Ela está ligada intimamente ao Homem, em si, a Sociedade, e a cultura inserida na mesma. Se olharmos a nossa volta, veremos que estamos rodeados pelas Arte. Ela domina todo espaço em que vivemos; ela determina nosso modo de ser; ela determina o que somos. Ela faz parte de todos nós, individual e coletivamente.

Arte Pré- Histórica
Consideramos como arte pré-histórica todas as manifestações que se desenvolveram antes do surgimento das primeiras civilizações e, portanto, antes da escrita.
A Pré-História se divide em quatro fases: Paleolítico; Mesolítico; Neolítico; e, Idade dos metais.
As manifestações artísticas mais antigas foram encontradas na Europa e datam de aproximadamente de 25 000 a.C., pressupondo uma grande variedade de produção, por povos diferentes, em locais diferentes, mas com algumas características comuns, entre elas o pragmatismo, ou seja, a arte produzida possuía uma utilidade material, cotidiana ou mágico-religiosa: ferramentas, armas ou figuras que envolvem situações específicas, como a caça.
Artes Visuais – Pinturas
Desde a pré-história, o Homem se expressa pela pintura, retirando da natureza materiais para expressar suas idéias. As primeiras tintas eram de origem animal – sangue e gordura -, e vegetal _ tritura de folhas, flores e minerais - queima de ossos e argilas coloridas. A falta de luz e de umidade favoreceu a conservação de pinturas feitas em cavernas. A parede das cavernas o primeiro suporte. Obs.: Suporte É o material usado para você fazer ou demonstrar sua arte.
As pinturas concentraram-se em temas como: a representação de animais, (principalmente cavalos e bisões, cervos, leões, mamutes e touros); o desenho de signos - cujo verdadeiro significado ainda se desconhece- e a figura humana, tanto masculina quanto feminina, ou em combinação com formas animais. As cores empregadas foram o preto e as tonalidades avermelhadas, ocres e violáceas, que são as mais fáceis de se obter na natureza. posteriormente, surgem os amuletos, com símbolos e cercaduras, entre geométricas e abstratas. E ainda, além das primeiras peças de cerâmica decoradas, encontram-se verdadeiras cenas murais que documentam a vida de então. Pelo estudo dos desenhos, pode-se deduzir que o homem pré-histórico não só pintava com os dedos, mas também com pincéis e espátulas, além de empregar um sistema de nebulização para obter os sombreados de mão em negativo. Mais tarde, as figuras, signos e símbolos atingiram um nível muito próximo ao da escrita.
No decorrer dos períodos pré-histórico e proto-histórico, a pintura cumpriu diferentes funções, seja como parte de um ritual religioso ou mágico, na representação e celebração da fecundidade, seja com relação ao culto totêmico aos antepassados.

Artes Visuais – Esculturas
A escultura é a técnica de representar objetos e seres através da reprodução de formas. A escultura na Pré-História foi associada à magia e à religião, com o objetivo era moldar animais e figuras humanas, geralmente femininas. Os gêneros desenvolvidos foram a estatueta e a gravação, tanto em pedras calcárias quanto em argila ou madeira queimada.As figuras femininas foram mais numerosas, sem dúvida devido à sua clara relação com o culto à fecundidade.
Os utensílios utilizados na tarefa de modelagem eram de pedra, sendo muitos deles decorados com asas modeladas como se fossem estatuetas. Todos os objetos encontrados, a maior parte pertencente ao período paleolítico (25000 a.C. - 8000 a.C.) Entre elas, está a Vênus de Willendorf, na Áustria.

Dança, Música e Teatro
A dança é considerada a mais antiga arte da humanidade. Pinturas de dançarinos foram encontradas em paredes de cavernas na África e no sul da Europa na pré-história. Estas pinturas podem ter mais de 20 mil anos. Ela é a única que não usa, necessariamente, qualquer outra ferramenta além do próprio corpo humano. Acredita-se que quando os homens batiam os pés no chão, foram dando mais intensidade aos sons, descobrindo que podiam fazer outros ritmos, conjugando os passos com as mãos, através das palmas, criando também a musicalização e uma dramatização. Esta prática estaria relacionada às cerimônias religiosas, rituais, culto ou festa em adoração das divindades e agradecimentos ou pedidos aos deuses o sol e a chuva, às conquistas amorosas, para comemorar a colheita, para aumentar a fertilidade ou apressar as curas, em resumo para expressar seus sentimentos e reações a cada setor da vida humana.

Bibliografia http://galeriadearte.vilabol.uol.com.br/HistoriadaArte/01/Sala01.htm mol-tagge.blogspot.com/.../historia-da-arte-da-danca-i-da-pre.html?z http://www.edukbr.com.br/artemanhas/danca_pre.asp entre outras

ARTE ANTIGA
Na Antiguidade, a produção artística mais significativa para o Ocidente é a que se desenvolve na Grécia do século V a.C. até o século V. É nesse período que se criam os padrões estéticos que servem de base para a arte ocidental.
A partir do século II a.C., a cultura romana também passa a ter uma produção artística relevante. Além do desenvolvimento das artes plásticas e da arquitetura, na Antiguidade surgem os primeiros textos literários e para teatro. Pouco se conhece, no entanto, sobre a música dessa época, já que o sistema de representação gráfica dos sons só surge na Idade Média. Sabe-se que ela está associada à magia, à religião, à guerra, ao trabalho, ao culto do amor e às orgias. A arte desse período, chamado de Antiguidade Clássica, é ciclicamente retomada como modelo.

GRÉCIA
Grécia Sua civilização se deu entre o século XII a.C e X a. C. eram uma sociedade pobre, mas depois enriqueceram, tiveram contato com a cultura egípcia e desenvolveram a sua própria arte, glorificando o homem como a mais expressiva criatura do universo. Os períodos da arte grega esta dividida nos períodos arcaico e clássico.

LITERATURA -A poesia épica, que surge na Grécia, é a mais importante forma de expressão literária da Antiguidade Literatura grega - A Grécia cria os três grandes gêneros da literatura ocidental: o épico, sobre feitos heróicos; o lírico, sobre sentimentos individuais; e o dramático, texto de impacto, próprio para o teatro. Inicialmente, o texto tem a forma de poesia. A prosa restringe-se aos ensaios filosóficos e aos discursos políticos. As principais obras épicas são as epopéias. Textos longos sobre temas heróicos e bélicos, em forma de poemas narrativos, elas contêm elementos fantásticos e mitológicos, num contexto que mistura o humano e o divino. As primeiras obras da literatura grega, Ilíada e Odisséia, pertencem a esse gênero. Escritas por volta do século VIII a.C., elas são atribuídas a Homero (século VIII a.C?) e falam da guerra entre gregos e troianos.

Iliada - Autor: Homero
Resumo: trata-se da Guerra de Tróia Dados anteriores ao conflito: A disputa por Helena Helena, filha de Zeus com a mortal Leda nasceu com uma incrível beleza e vários príncipes disputaram seu amor saindo-se vencedor Menelau, príncipe da Lacedemônia, e tomou-a como esposa.
A escolha de Páris Em Tróia governava Príamo , ele teve 50 filhos com Hécuba,porem ao nascer Páris uma profecia ligava-o a destruição de Tróia ele acabou sendo criado por camponeses sem saber que era filho do rei . Ele se tornou por acaso juiz de uma disputa entre Afrodite, Hera e Palas Atenas, sobre qual delas seria mais linda. Cada uma prometeu um presente se a ela escolhesse, Afrodite o presenteou om o amor da mulher mais bonita do mundo, Helena. O rapto de Helena Páris foi aceito em casa por seus pais apesar da profecia e, depois partiu em viagem à Gréciar aproveitando-se da ausência de Menelau seduziu Helena, e a seqüestrou, a levou consigo para Tróia e tomou-lhe como esposa. Ao retornar Menelau e suas tropas partem para a Tróia para famosa batalha.

Odisseia - Autor: Possivelmente Homero
Resumo: Retorno do Herói Grego Odisseus à Grécia, após sua participação na Guerra de Tróia Acontecimentos anteriores Após a morte de Heitor e Aquiles, os maiores expoentes da Guerra de Tróia, depois de 10 anos de cerco grego, homens já cansados da guerra e longe de suas casas, sem perspectiva de queda das muralhas invencíveis de Tróia, querem o retorno imediato. Odisseus e Diomendes tem a idéia de ludibriar os troianos dando-lhes o famoso “presente de grego”, o Cavalo de Tróia. Com o sucesso no invento, destruída a cidade e em posse de seus espólios de guerra, começa o retorno à Grécia.

TEATRO - A representação teatral desenvolve-se na Grécia no século VII a.C., a partir de rituais religiosos em honra ao deus Dionísio. No século VI a.C., quando surge o texto escrito para teatro, o grego Téspis cria a função de ator, ao sair do coro (grupo que narra e comenta a ação) e dizer que está representando Dioniso.

MÚSICA -A música era executada por um só instrumento de sopro ou de cordas acompanhado por uma forte batida rítmica. Os instrumentos favoritos era a lira, a cítara, parecida com o alaúde, e o áulo, que lembrava um pouco o oboé. Eles apreciavam bastante o canto e escreveram muitos poemas em forma de canção com acompanhamento de lira. Eles chamavam essa poesia de lírica.

ARTE ANTIGA -CONTINUAÇÃO GRECIA
Escultura - Na escultura usavam tanto mármore quanto bronze. No Período arcaico nota-se a influência do Egito em sua inspiração e técnica, apreciando a simetria natural do corpo humano em figuras masculinas nuas e eretas em rigorosa posição frontal com o peso distribuído sobre suas pernas – homem jovem militarismo - estatuas chamadas kouros. No período clássico, prezava a liberdade individual, favorecendo uma arte mundana, as posições variadas, abandonando a frontalidade podendo serem apreciadas de todos os ângulos.
Pintura em cerâmica - Na Grécia, a pintura em cerâmica, ou seja, os vasos gregos, ou ânforas, são famosos pela beleza da forma e pela harmonia entre desenho, cores e espaço utilizado para a ornamentação. Eram usados em rituais religiosos e também para armazenar água, vinho, azeite e outros alimentos. As pinturas representavam cenas da mitologia grega e de pessoas em suas atividades diárias. Inicialmente o artista pintava, em negro, a silhueta das figuras. Depois fazia os detalhes do desenho retirando a tinta preta. Por volta de 530 a.C., inverteu o esquema de cores, isto é, deixou as figuras na cor natural do barro cozido e pintou o fundo e negro, dando início a serie de figuras vermelhas. Arquitetura - A arquitetura grega tinha um único objetivo: proteger as estátuas dos deuses das ações do tempo.
Na Arquitetura, o desenho das fachadas ganham destaques: as de ordem Dórica eram simples e maciça, e as de ordem jônica, mais detalhada e com mais leveza.
Música -A música era executada por um só instrumento de sopro ou de cordas acompanhado por uma forte batida rítmica. Os instrumentos favoritos era a lira, a cítara, parecida com o alaúde, e o áulo, que lembrava um pouco o oboé. Eles apreciavam bastante o canto e escreveram muitos poemas em forma de canção com acompanhamento de lira. Eles chamavam essa poesia de lírica.

Período Helenístico - No século IV a.C. Filipe II, rei da Macedônia, dominou a Grécia. Ao morrer, foi sucedido pelo filho, Alexandre Magno, que construiu um gigantesco império: manteve o domínio sobre a Grécia e conquistou a Pérsia e o Egito. Com sua morte, o império se dividiu em vários reinos nos quais se desenvolveu uma cultura semelhante a grega – daí ser chamada de helenística, de Hélade, como a Grécia era conhecida. A escultura desse período apresenta características diferentes da dos períodos anteriores. Uma delas é a tendência a expressar sob forma humana, idéias e sentimentos como paz, amor, liberdade, vitória, etc. Os temas como o sofrimento, o sono, a morte, a infância e a velhice,especialmente flagradas nos retratos, onde mais que a exatidão da fisionomia é desejada a representação do caráter ou vida interior do personagem.. Outra é o inicio do nu feminino, pos os períodos arcaico e clássico as figuras de mulher eram esculpidas sempre vestidas. No inicio do século III a. C. os escultores passam a expressar movimento e despertar no observador o desenho de andar em torno delas para examiná-las de vários ângulos. A grande novidade da escultura do período helenístico, entretanto, foi a representação de grupos de pessoas, em vez de apenas uma figura. Todo conjunto devia dar a impressão de movimento e permitir a observação por todos os ângulos. Os gregos lançaram os alicerces da cultura européia.

Arquitetura
Inspirada na arte clássica, a arquitetura helenística manteve o uso das ordens gregas (dórica, jónica e coríntia). Além dos templos, surgiram ginásios, teatros, grandes palácios e altares que respondiam às novas funções da vida cultural e política do Império. O conhecimento ditou a constituição de enormes bibliotecas, como as de Pérgamo e de Alexandria.
De entre os edifícios erguidos neste período destacam-se as o santuário da cidade de Pérgamo
Artes plásticas
Durante a época helenística, tal como se verificara na Grécia clássica, foi a escultura em pedra ou em bronze o género artístico que atingiu um maior nível de desenvolvimento.
Abandonando, o rígido e o ideal clássico que caracterizou a estatuária grega, o artista helenístico torna-se mais livre e naturalista., como o celebrado Colosso de Rodes.
A "Vitória de Samotrácia", estátua comemorativa de uma batalha, realizada em mármore aproximadamente em 200 a. C., representava uma deusa alada que fazia parte de um vasto conjunto que se perdeu.


ARTE ANTIGA -CONTINUAÇÃO GRECIA

Escultura - Na escultura usavam tanto mármore quanto bronze. No Período arcaico nota-se a influência do Egito em sua inspiração e técnica, apreciando a simetria natural do corpo humano em figuras masculinas nuas e eretas em rigorosa posição frontal com o peso distribuído sobre suas pernas – homem jovem militarismo - estatuas chamadas kouros. No período clássico, prezava a liberdade individual, favorecendo uma arte mundana, as posições variadas, abandonando a frontalidade podendo serem apreciadas de todos os ângulos.
Pintura em cerâmica - Na Grécia, a pintura em cerâmica, ou seja, os vasos gregos, ou ânforas, são famosos pela beleza da forma e pela harmonia entre desenho, cores e espaço utilizado para a ornamentação. Eram usados em rituais religiosos e também para armazenar água, vinho, azeite e outros alimentos. As pinturas representavam cenas da mitologia grega e de pessoas em suas atividades diárias. Inicialmente o artista pintava, em negro, a silhueta das figuras. Depois fazia os detalhes do desenho retirando a tinta preta. Por volta de 530 a.C., inverteu o esquema de cores, isto é, deixou as figuras na cor natural do barro cozido e pintou o fundo e negro, dando início a serie de figuras vermelhas. Arquitetura - A arquitetura grega tinha um único objetivo: proteger as estátuas dos deuses das ações do tempo.
Na Arquitetura, o desenho das fachadas ganham destaques: as de ordem Dórica eram simples e maciça, e as de ordem jônica, mais detalhada e com mais leveza.
Música -A música era executada por um só instrumento de sopro ou de cordas acompanhado por uma forte batida rítmica. Os instrumentos favoritos era a lira, a cítara, parecida com o alaúde, e o áulo, que lembrava um pouco o oboé. Eles apreciavam bastante o canto e escreveram muitos poemas em forma de canção com acompanhamento de lira. Eles chamavam essa poesia de lírica.

Período Helenístico - No século IV a.C. Filipe II, rei da Macedônia, dominou a Grécia. Ao morrer, foi sucedido pelo filho, Alexandre Magno, que construiu um gigantesco império: manteve o domínio sobre a Grécia e conquistou a Pérsia e o Egito. Com sua morte, o império se dividiu em vários reinos nos quais se desenvolveu uma cultura semelhante a grega – daí ser chamada de helenística, de Hélade, como a Grécia era conhecida.
A escultura desse período apresenta características diferentes da dos períodos anteriores. Uma delas é a tendência a expressar sob forma humana, idéias e sentimentos como paz, amor, liberdade, vitória, etc. Os temas como o sofrimento, o sono, a morte, a infância e a velhice,especialmente flagradas nos retratos, onde mais que a exatidão da fisionomia é desejada a representação do caráter ou vida interior do personagem.. Outra é o inicio do nu feminino, pos os períodos arcaico e clássico as figuras de mulher eram esculpidas sempre vestidas. No inicio do século III a. C. os escultores passam a expressar movimento e despertar no observador o desenho de andar em torno delas para examiná-las de vários ângulos. A grande novidade da
escultura do período helenístico, entretanto, foi a representação de grupos de pessoas, em vez de apenas uma figura. Todo conjunto devia dar a impressão de movimento e permitir a observação por todos os ângulos.
Os gregos lançaram os alicerces da cultura européia.

Arquitetura
Inspirada na arte clássica, a arquitetura helenística manteve o uso das ordens gregas (dórica, jónica e coríntia). Além dos templos, surgiram ginásios, teatros, grandes palácios e altares que respondiam às novas funções da vida cultural e política do Império. O conhecimento ditou a constituição de enormes bibliotecas, como as de Pérgamo e de Alexandria.
De entre os edifícios erguidos neste período destacam-se as o santuário da cidade de Pérgamo
Artes plásticas
Durante a época helenística, tal como se verificara na Grécia clássica, foi a escultura em pedra ou em bronze o género artístico que atingiu um maior nível de desenvolvimento.
Abandonando, o rígido e o ideal clássico que caracterizou a estatuária grega, o artista helenístico torna-se mais livre e naturalista., como o celebrado Colosso de Rodes.
A "Vitória de Samotrácia", estátua comemorativa de uma batalha, realizada em mármore aproximadamente em 200 a. C., representava uma deusa alada que fazia parte de um vasto conjunto que se perdeu.

EGITO

A arte egípcia é marcada pela escrita avançada, e pela religião. Ela foi capaz de determinar o modo de vida, as relações sociais e hierarquias, direcionando todas as formas de representação artística daquele povo. Eles eram politeístas, ou seja, acreditavam em vários deuses e esses poderiam mudar o curso de vida de cada um. Acreditavam, também, na vida após a morte. Baseados nisso, vemos túmulos, estátuas e vasos que eram deixados com os mortos. Toda a arquitetura egípcia, como exemplo, as pirâmides, eram edificadas sob construções mortuárias, as chamadas tumbas. Elas eram idênticas às casas onde os faraós habitavam em vida. As pessoas de classe social mais importante eram sepultadas nas mastabas, que deram origem às grandes pirâmides.
A classe social era dividida entre sacerdotes e faraós, fazendo parte da classe alta, e de comerciantes, artesãos e camponeses, e mais abaixo ainda da camada estavam os escravos. Destaques que marcaram a imponência e poder do faraó: a pirâmide de Djoser, Pirâmides do deserto de Gizé -Quéops, Quéfren e Miquerinos, sendo a maior a primeira, e a Esfinge do Egito Antigo: uma representação do faraó Quéfren, a mais conhecida.




Roma
A influência da arte romana veio da cultura etrusca, arte popular que retratava o cotidiano e da cultura greco-helenística, expressando o ideal de beleza, entre os séculos XII e VI a. C., em diferentes regiões da Itália. Sua civilização surgiu em 753 a. C., por meio de lendas e mitos. A arquitetura - Uma das características da arquitetura veio da arte etrusca, por meio do uso do arco e da abóbada nas construções. Essas estruturas diminuíram a utilização das colunas gregas e aumentaram os espaços internos. Antes, se as colunas não fossem usadas, o peso do teto poderia causar tensões nas estruturas. O arco ampliou o vão entre uma coluna e outra e a tensão do centro do teto era concentrado de formas homogênea.
No final do século I d.C., Roma havia superado as influências desenvolvendo criações próprias.
Nas moradias romanas, as plantas eram rigorosas e eram desenhadas sob um retângulo. As estruturas gregas, eram admiradas pela elegância e flexibilidade e foram implantadas nessas moradias, o peristilo (espaço formado por colunas isoladas e aberto na lateral).
Os templos tinham uma arquitetura diferente: no pórtico de entrada, havia uma escadaria, as laterais se diferenciavam da entrada e não tinham a mesma simetria. Para fugir da inspiração grega, romanos criaram templos, valorizando os espaços interiores, como exemplo o Panteão, em Roma, construída durante o reinado do Imperador Adriano. Ele é o primeiro templo pagão ocupado por uma igreja cristã, devido a sua estrutura arquitetônica.

Teatro- Foram criados os anfiteatros, com o uso das abóbadas e arcos; o um espaço era amplo e suportava muitas pessoas. O público se encontrava no auditório, sendo possível construir os edifícios em qualquer lugar. O evento que eles mais gostavam eram as lutas dos gladiadores e não era necessário um palco para apreciar o espetáculo. Em um espaço central elíptico era circundado pela arquibancada, com grande número de fileiras. Um grande exemplo é o Coliseu, em Roma, uma das sete maravilhas do mundo moderno.

Pintura - Os pintores romanos usaram, ao mesmo tempo que o realismo, a imaginação, dando origem à obras que ocupavam grandes espaços, enriquecendo mais a arquitetura. A maioria das pinturas originou-se da cidade de Pompeia e Herculano e foram soterradas pela erupção de um vulcão. Elas desencadearam a quatro estilos de pintura: 1º estilo - Não era considerada uma pintura: as paredes eram pintadas com gesso, dando impressão de placas de mármore; 2º estilo - Descobriu-se que a ilusão com gesso poderia ser substituída pela pintura: os artistas pintavam painéis, que davam a ideia de janelas abertas por onde se viam paisagens com pessoas, animais, objetos sugerindo profundidade; 3º estilo - Valorização dos detalhes: no final do século I a. C., a realidade das representações foi trocada por detalhes; 4º estilo - Volta da profundidade, dos espaços: a ilusão dos espaços foi combinada a delicadeza, dando origem ao quarto estilo. Ex.: sala da casa dos Vetti, em Pompeia. Artistas romanos dedicaram-se também a arte do mosaico em mármore. Foram encontrados em muitas cidades romanas, mas os de maior valor artístico são os que decoravam os edifícios de Pompéia.

Escultura - Na escultura, os romanos eram muito diferentes dos gregos em alguns aspectos. Apesar de apreciarem a arte, eles não representavam o ideal de beleza, mas a cópia fiel das pessoas, buscando retratar traços particulares. Essa preocupação também foi encontrada em relevos esculpidos, pois eles buscavam representar acontecimentos e pessoas que participaram dele. Ex.: Coluna de Trajano e Coluna de Marco Aurélio. Sem dúvida, os romanos contribuíram muito com a arte, tendo um espírito prático e apto para construir teatros, templos, casas, aquedutos, etc. No início do século III, eles começaram a enfrentar lutas internas, por causa da entrada dos povos bárbaros. A preocupação com a arte diminuiu e no século V, o Império Romano entra em decadência e é dominado pelos invasores germânicos.

IDADE MEDIA - ROMANICA GOTICA E BIZANTINA
IDADE MÉDIA
Introdução
Durante a Idade Média (século V ao XV), a arte europeia foi marcada por uma forte influência da Igreja Católica. Esta atuava nos aspectos sociais, econômicos, políticos, religiosos e culturais da sociedade. Logo, a arte medieval teve uma forte marca temática: a religião. Pinturas, esculturas, livros, construções e outras manifestações artísticas eram influenciados e supervisionados pelo clero católico.

Estilo Românico
Este estilo prevaleceu na Europa no período da Alta Idade Média (entre os séculos XI e XIII). Na arquitetura, principalmente de mosteiros e basílicas, prevaleceu o uso dos arcos de volta-perfeita e abóbadas (influências da arte romana). Os castelos seguiram um estilo voltado para o aspecto de defesa. As paredes eram grossas e existiam poucas e pequenas janelas. Tanto as igrejas como os castelos passavam uma ideia de construções “pesadas”, voltadas para a defesa. As igrejas deveriam ser fortes e resistentes para barrarem a entrada das “forças do mal”, enquanto os castelos deveriam proteger as pessoas dos ataques inimigos durante as guerras.
Com relação às esculturas e pinturas podemos destacar o caráter didático-religioso. Numa época em que poucos sabiam ler, a Igreja utilizou as esculturas, vitrais e pinturas, principalmente dentro das igrejas e catedrais, para ensinar os princípios da religião católica. Os temas mais abordados foram: vida de Jesus e dos santos, passagens da Bíblia e outros temas cristãos.

Estilo Gótico
O estilo gótico predominou na Europa no período da Baixa Idade Média (final do século XIII ao XV). As construções (igrejas, mosteiros, castelos e catedrais) seguiram, no geral, algumas características em comum. O formato horizontal foi substituído pelo vertical, opção que fazia com que a construção estivesse mais próxima do céu. Os detalhes e elementos decorativos também foram muitos usados. As paredes passaram a ser mais finas e de aspecto leve. As janelas apareciam em grande quantidade. As torres eram em formato de pirâmides. Os arcos de volta-quebrada e ogivas foram também recursos arquitetônicos utilizados.
Com relação às esculturas góticas, o realismo prevaleceu. Os escultores buscavam dar um aspecto real e humano às figuras retratadas (anjos, santos e personagens bíblicos).
No tocante à pintura, podemos destacar as iluminuras, os vitrais, painéis e afrescos. Embora a temática religiosa ainda prevalecesse, observa-se, no século XV, algumas características do Renascimento: busca do realismo, expressões emotivas e diversidade de cores.

RESUMO
• a arte predominantemente comprometida com o projeto de difusão do Cristianismo europeu.
• A Igreja Católica era uma das poucas instituições ricas o suficiente para remunerar a obra dos artistas, e portanto a maior parte das obras eram de natureza religiosa (condicionando o que se conhece por arte sacra).
• As duas principais manifestações arquitetônicas (catedrais) eram o românico e o gótico.
• o povo não possuía o hábito da leitura, visto que eram poucos aqueles que tinham acesso à escrita e que podiam ler. Portanto, as artes visuais foram um dos principais meios encontrados pela Igreja Católica de passar para a sociedade os valores do cristianismo.
• A maioria dos artistas medievais eram anônimos e o trabalho coletivo era bastante comum. Além disso, é difícil identificar artistas individuais no período.






Arte Bizantina

A arte Bizantina teve seu centro de difusão a partir da cidade de Constantinopla, capital do Império Romano do Oriente, e desenvolveu-se a princípio incorporando características provenientes de regiões orientais, como a Ásia Menor e a Síria.
A aceitação do cristianismo a partir do reinado de Constantino e sua oficialização por Teodósio procuraram fazer com que a religião tivesse um importante papel como difusor didático da fé ao mesmo tempo que serviria para demonstrar a grandeza do Imperador que mantinha seu caráter sagrado e governava em nome de Deus.
A tentativa de preservar o caráter universal do Império fez com que o cristianismo no oriente destacasse aspectos de outras religiões, isso explica o desenvolvimento de rituais, cânticos e basílicas.
O apogeu da cultura bizantina ocorreu durante o reinado de Justiniano ( 526-565 d.C. ), considerada como a Idade de Ouro do império.

Arquitetura
O grande destaque da arquitetura foi a construção de Igrejas, facilmente compreendido dado o caráter teocrático do Império Bizantino. A necessidade de construir Igrejas espaçosas e monumentais, determinou a utilização de cúpulas sustentadas por colunas, onde haviam os capitéis, trabalhados e decorados com revestimento de ouro, destacando-se a influência grega.
A Igreja de Santa Sofia é o mais grandioso exemplo dessa arquitetura, onde trabalharam mais de dez mil homens durante quase seis anos. Por fora o templo era muito simples, porém internamente apresentava grande suntuosidade, utilizando-se de mosaicos com formas geométricas, de cenas do Evangelho.
Na cidade italiana de Ravena, conquistada pelos bizantinos, desenvolveu-se um estilo sincrético, fundindo elementos latinos e orientais, onde se destacam as Igrejas de Santo Apolinário e São Vital, destacando-se esta última onde existe uma cúpula central sustentadas por colunas e os mosaicos como elementos decorativos.

Pintura e Escultura
A pintura bizantina não teve grande desenvolvimento, pois assim como a escultura sofreram forte obstáculo devido ao movimento iconoclasta . Encontramos três elementos distintos: os ícones, pinturas em painéis portáteis, com a imagem da Virgem Maria, de cristo ou de santos; as miniaturas, pinturas usadas nas ilustrações dos livros, portanto vinculadas com a temática da obra; e os afrescos, técnica de pintura mural onde a tinta era aplicada no revestimento das paredes, ainda úmidos, garantindo sua fixação.
Destaca-se na escultura o trabalho com o marfim, principalmente os dípticos, obra em baixo relevo, formada por dois pequenos painéis que se fecham, ou trípticos, obras semelhantes às anteriores, porém com uma parte central e duas partes laterais que se fecham.

Mosaicos
O Mosaico foi uma forma de expressão artística importante no Império Bizantino, principalmente durante seu apogeu, no reinado de justiniano, consistindo na formação de uma figura com pequenos pedaços de pedras colocadas sobre o cimento fresco de uma parede. A arte do mosaico serviu para retratar o Imperador ou a imperatriz, destacando-se ainda a figura dos profetas.

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