2/04/2012

3.ª série

3.ª série - Introdução a Arte

A Arte faz parte do ser humano e da sociedade desde a pré-história até os dias atuais, fez e faz parte de toda produção cultural do homem, introduziu um novo modo de pensar, ensinar novas relações, novos pensamentos e idéias, emoções e anseios que habitam tanto o Homem como a sociedade. E ainda capacita o individuo no seu modo de interpretar, compreender, representar, imaginar o mundo.
Atualmente, não há definitivamente um conceito exato para que se é Arte. Sabe-se que nosso planeta vem sofrendo modificações culturais, e, a Arte, consequentemente tem sofrido transformações. Antigamente, o belo, o estético, estava vinculado a Arte, hoje, nem sempre vimos isso. No entanto, ela não perdeu sua essência. Ela está ligada intimamente ao Homem, em si, a Sociedade, e a cultura inserida na mesma. Se olharmos a nossa volta, veremos que estamos rodeados pelas Arte. Ela domina todo espaço em que vivemos; ela determina nosso modo de ser; ela determina o que somos. Ela faz parte de todos nós, individual e coletivamente.
SEMANA DE ARTE MODERNA

Introdução
A Semana de Arte Moderna ocorreu no Teatro Municipal de São Paulo, em 1922, de 11 a 18 de fevereiro, tendo como objetivo mostrar as novas tendências artísticas e cultural urbano, tanto na literatura, quanto nas artes plásticas, na arquitetura e na música, e renovar, transformar o contexto artístico subvertendo uma produção artística, criando uma arte essencialmente brasileira, embora em sintonia com as novas tendências européias. O idealizador deste evento artístico e cultural foi o pintor Di Cavalcanti e Rubens Borba de Morais e contou também com a colaboração de Ronald de Carvalho, do Rio de Janeiro.

Precursores
Em 1913, O pintor Lasar Segall, vindo recentemente da Alemanha, realizara exposições em São Paulo e em Campinas, recepcionadas com uma certa indiferença. Segall retornou então à Alemanha e só voltou ao Brasil dez anos depois, em um momento bem mais propício.
Já em 1917, Anita Malfatti trazia da Europa, em sua bagagem, experiências vanguardistas que marcaram intensamente o trabalho desta jovem, que em realizou a que ficou conhecida como a primeira exposição do Modernismo brasileiro. Este evento foi alvo de escândalo e de críticas ferozes de Monteiro Lobato, provocando assim o nascimento da Semana de Arte Moderna.
Em meio a insatisfação estética desta época, a literatura, particularmente a poesia, movimentos como o Futurismo, o Cubismo e o Expressionismo começavam a influenciar os artistas brasileiros.
Esta explosão de idéias inovadoras, que aboliam por completo a perfeição estética tão apreciada no século XIX, culminou na Semana de Arte Moderna.

Participações e como foi
Em um período repleto de agitações, entre os intelectuais brasileiros tanto nas áreas políticas, sociais, econômicas e culturais. Em meio a este redemoinho histórico surgiram as vanguardas artísticas, que se viram em um momento em que precisavam abandonar os valores estéticos antigos, ainda muito apreciados pelos tradicionais paulistas, para dar lugar a um novo estilo completamente contrário, e do qual, não se sabia ao certo o rumo a ser seguido. No entanto, a elite, habituada aos modelos estéticos europeus mais arcaicos, sentiu-se
violentada em sua sensibilidade e afrontada em suas preferências artísticas.
Os artistas brasileiros buscavam uma identidade própria e a liberdade de expressão; com este propósito, experimentavam diferentes caminhos sem definir nenhum padrão. Isto culminou com a incompreensão e com a completa insatisfação de todos que foram assistir a este novo movimento.
O catálogo da Semana apresenta nomes como os de Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Yan de Almeida Prado, John Graz, Oswaldo Goeldi, entre outros, na Pintura e no Desenho; Victor Brecheret, Hildegardo Leão Velloso e Wilhelm Haarberg, na Escultura; Antonio Garcia Moya e Georg Przyrembel, na Arquitetura. Entre os escritores encontravam-se Mário e Oswald de Andrade, Menotti Del Picchia, Sérgio Milliet, Plínio Salgado, e outros mais. A música estava representada por autores consagrados, como Villa-Lobos, Guiomar Novais, Ernani Braga e Frutuoso Viana.
Logo na abertura, Manuel Bandeira, ao recitar seu poema Os sapos, foi desaprovado pela platéia através de muitas vaias e gritos.
No dia 17 de fevereiro, Villa-Lobos fez uma apresentação musical. Entrou no palco calçando num pé um sapato e em outro um chinelo. O público vaiou, pois considerou a atitude futurista e desrespeitosa. Depois, foi esclarecido que Villa-Lobos entrou desta forma, pois estava com um calo no pé.

Conclusão
Embora tenha sido alvo de muitas críticas, a Semana de Arte Moderna só foi adquirir sua real importância ao inserir suas idéias ao longo do tempo. O movimento modernista continuou a expandir-se por divulgações através da Revista Antropofágica e da Revista Klaxon, e também pelos seguintes movimentos: Movimento Pau-Brasil, Grupo da Anta, Verde-Amarelismo e pelo Movimento Antropofágico.

Bibliografia
www.suapesquisa.com/artesliteratura/semana22/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Semana_de_Arte_Moderna
http://www.pitoresco.com/art_data/semana/index.htm
http://www.febf.uerj.br/pesquisa/semana_22.html

HISTÓRIA DA ARTE

Arte Pré- Histórica
Consideramos como arte pré-histórica todas as manifestações que se desenvolveram antes do surgimento das primeiras civilizações e, portanto, antes da escrita. A Pré-História se divide em quatro fases: Paleolítico; Mesolítico; Neolítico; e, Idade dos metais As manifestações artísticas mais antigas foram encontradas na Europa e datam de aproximadamente de 25 000 a.C., portanto no período paleolítico, pressupondo uma grande variedade de produção, por povos diferentes, em locais diferentes, mas com algumas características comuns, entre elas o pragmatismo, ou seja, a arte produzida possuía uma utilidade material, cotidiana ou mágico-religiosa: ferramentas, armas ou figuras que envolvem situações específicas, como a caça. Artes Visuais – Pinturas Desde a pré-história, o Homem se expressa pela pintura, retirando da natureza materiais para expressar suas idéias. As primeiras tintas eram de origem animal – sangue e gordura -, e vegetal _ tritura de filhas, flores e minerais - queima de ossos e argilas coloridas. A falta de luz e de umidade favoreceu a conservação de pinturas feitas em cavernas. A parede das cavernas o primeiro suporte. Obs.: Suporte É o material usado para você fazer ou demonstrar sua arte.
As pinturas do paleolítico (25000 a.C. - 8000 a.C.) concentraram-se em três temas principais: a representação de animais, (principalmente cavalos e bisões e, em menor número, cervos, leões, mamutes e touros); o desenho de signos, cujo verdadeiro significado ainda se desconhece, apesar das diferentes hipóteses; e a figura humana, tanto masculina quanto feminina, ou em combinação com formas animais.
As cores empregadas foram o preto e as tonalidades avermelhadas, ocres e violáceas, que são as mais fáceis de se obter na natureza. Avançando em direção ao mesolítico (8000 a.C.), surgem os seixos pintados, ou amuletos, com símbolos e cercaduras, entre geométricas e abstratas. Já no neolítico (5000 a.C. - 3000 a.C.), além das primeiras peças de cerâmica decoradas, encontram-se verdadeiras cenas murais que documentam a vida de então.
Pelo estudo dos desenhos, pode-se deduzir que o homem pré-histórico não só pintava com os dedos, mas também com pincéis e espátulas, além de empregar um sistema de nebulização para obter os sombreados de mão em negativo. Por volta do ano 2000 a.C., em plena idade do bronze, produziu-se uma evolução cuja tendência era voltada para a abstração, principalmente nas representações rupestres. As figuras, signos e símbolos atingiram um nível muito próximo ao da escrita. No decorrer dos períodos pré-histórico e proto-histórico, a pintura cumpriu diferentes funções, seja como parte de um ritual religioso ou mágico, na representação e celebração da fecundidade, seja com relação ao culto totêmico aos antepassados.

Artes Visuais –
Esculturas A escultura é a técnica de representar objetos e seres através da reprodução de formas.
A escultura na Pré-História foi associada à magia e à religião. No período paleolítico, o objetivo era moldar animais e figuras humanas, geralmente femininas. A temática dessa disciplina não fugiu dos conceitos pictóricos: animais e figuras humanas. Os gêneros desenvolvidos foram a estatueta e a gravação, tanto em pedras calcárias quanto em argila ou madeira queimada. Os utensílios utilizados na tarefa de modelagem eram de pedra, sendo muitos deles decorados com asas modeladas como se fossem estatuetas. As figuras femininas foram mais numerosas, sem dúvida devido à sua clara relação com o culto à fecundidade. Todos os objetos encontrados, a maior parte pertencente ao período paleolítico (25000 a.C. - 8000 a.C.) Entre elas, as mais famosas são a Vênus de Lespugne, na França, e a Vênus de Willendorf, na Áustria.

Dança, Música e Teatro
A dança é considerada a mais antiga arte da humanidade. Pinturas de dançarinos foram encontradas em paredes de cavernas na África e no sul da Europa na pré-história. Estas pinturas podem ter mais de 20 mil anos. Ela é a única que não usa, necessariamente, qualquer outra ferramenta além do próprio corpo humano. Acredita-se que quando os homens batiam os pés no chão, foram dando mais intensidade aos sons, descobrindo que podiam fazer outros ritmos, conjugando os passos com as mãos, através das palmas, criando também a musicalização e uma dramatização. Esta prática estaria relacionada às cerimônias religiosas, rituais, culto ou festa em adoração das divindades e agradecimentos ou pedidos aos deuses o sol e a chuva, às conquistas amorosas, para comemorar a colheita, para aumentar a fertilidade ou apressar as curas, em resumo para expressar seus sentimentos e reações a cada setor da vida humana. Bibliografia http://galeriadearte.vilabol.uol.com.br/HistoriadaArte/01/Sala01.htm mol-tagge.blogspot.com/.../historia-da-arte-da-danca-i-da-pre.html?z http://www.edukbr.com.br/artemanhas/danca_pre.asp entre outras

RESUMO PRE-HISTORIA A Pré-História • Eram nômades e viviam em cavernas • Faziam pinturas rupestres (desenhos nas paredes de cavernas, usando sangue de animais) • Dominavam o fogo • Faziam objetos de pedra e de ossos • Passaram a ser sedentários • Criaram povoados • Desenvolveram a agricultura e a pecuária • Elaboração de ferramentas mais desenvolvidas Questões sobre a Semana de Arte Moderna 1 Quando e onde aconteceu a Semana de Arte Moderna? 2 Qual era o contexto histórico da época? 3 qual era a ideia dessa Arte? 4 Quem realizou no Brasil a 1.ª exposição de Arte Moderna e quando foi? 5 O que buscavam os artistas?: 6 Qual foi a abertura? 7 Como foi a apresentação de vila Lobos? 8 como o público reagiu? 9 Cite os artistas mais importantes 10 Tarsila do Amaral participou? Questões sobre a Arte pré-histórica 1) Qual o conceito atual de Arte? 2) Qual a essência da Arte? 3) A arte pré-histórica pressupõe uma variedade de produção, com uma característica em comum que é o pragmatismo. O que é pragmatismo? 4) Como eram feitas as primeiras tintas? 5) O que favoreceu a conservação das pinturas rupestres? 6) Qual a temática das cinturas no paleolítico? 7) Quando surgiu os amuletos?: 8) Quando surgiram as cerâmicas? 9) Quais os instrumentos usados pelo primata para pintar? 10) Na escultura, qual era o tema preferido? 11) Como eram as figuras femininas e o que significava?. Cite 1 delas 12) Como se iniciou as danças? 13) Qual as temáticas das danças e dramatizações primitivas?

ARTE ANTIGA
Na Antiguidade, a produção artística mais significativa para o Ocidente é a que se desenvolve na Grécia do século V a.C. até o século V. É nesse período que se criam os padrões estéticos que servem de base para a arte ocidental.
A partir do século II a.C., a cultura romana também passa a ter uma produção artística relevante. Além do desenvolvimento das artes plásticas e da arquitetura, na Antiguidade surgem os primeiros textos literários e para teatro. Pouco se conhece, no entanto, sobre a música dessa época, já que o sistema de representação gráfica dos sons só surge na Idade Média. Sabe-se que ela está associada à magia, à religião, à guerra, ao trabalho, ao culto do amor e às orgias. A arte desse período, chamado de Antiguidade Clássica, é ciclicamente retomada como modelo.

GRÉCIA
Grécia Sua civilização se deu entre o século XII a.C e X a. C. eram uma sociedade pobre, mas depois enriqueceram, tiveram contato com a cultura egípcia e desenvolveram a sua própria arte, glorificando o homem como a mais expressiva criatura do universo. Os períodos da arte grega esta dividida nos períodos arcaico e clássico.

LITERATURA -A poesia épica, que surge na Grécia, é a mais importante forma de expressão literária da Antiguidade Literatura grega - A Grécia cria os três grandes gêneros da literatura ocidental: o épico, sobre feitos heróicos; o lírico, sobre sentimentos individuais; e o dramático, texto de impacto, próprio para o teatro. Inicialmente, o texto tem a forma de poesia. A prosa restringe-se aos ensaios filosóficos e aos discursos políticos. As principais obras épicas são as epopéias. Textos longos sobre temas heróicos e bélicos, em forma de poemas narrativos, elas contêm elementos fantásticos e mitológicos, num contexto que mistura o humano e o divino. As primeiras obras da literatura grega, Ilíada e Odisséia, pertencem a esse gênero. Escritas por volta do século VIII a.C., elas são atribuídas a Homero (século VIII a.C?) e falam da guerra entre gregos e troianos.

Iliada - Autor: Homero
Resumo: trata-se da Guerra de Tróia Dados anteriores ao conflito: A disputa por Helena Helena, filha de Zeus com a mortal Leda nasceu com uma incrível beleza e vários príncipes disputaram seu amor saindo-se vencedor Menelau, príncipe da Lacedemônia, e tomou-a como esposa.
A escolha de Páris Em Tróia governava Príamo , ele teve 50 filhos com Hécuba,porem ao nascer Páris uma profecia ligava-o a destruição de Tróia ele acabou sendo criado por camponeses sem saber que era filho do rei . Ele se tornou por acaso juiz de uma disputa entre Afrodite, Hera e Palas Atenas, sobre qual delas seria mais linda. Cada uma prometeu um presente se a ela escolhesse, Afrodite o presenteou om o amor da mulher mais bonita do mundo, Helena. O rapto de Helena Páris foi aceito em casa por seus pais apesar da profecia e, depois partiu em viagem à Gréciar aproveitando-se da ausência de Menelau seduziu Helena, e a seqüestrou, a levou consigo para Tróia e tomou-lhe como esposa. Ao retornar Menelau e suas tropas partem para a Tróia para famosa batalha.

Odisseia - Autor: Possivelmente Homero
Resumo: Retorno do Herói Grego Odisseus à Grécia, após sua participação na Guerra de Tróia Acontecimentos anteriores Após a morte de Heitor e Aquiles, os maiores expoentes da Guerra de Tróia, depois de 10 anos de cerco grego, homens já cansados da guerra e longe de suas casas, sem perspectiva de queda das muralhas invencíveis de Tróia, querem o retorno imediato. Odisseus e Diomendes tem a idéia de ludibriar os troianos dando-lhes o famoso “presente de grego”, o Cavalo de Tróia. Com o sucesso no invento, destruída a cidade e em posse de seus espólios de guerra, começa o retorno à Grécia.

TEATRO - A representação teatral desenvolve-se na Grécia no século VII a.C., a partir de rituais religiosos em honra ao deus Dionísio. No século VI a.C., quando surge o texto escrito para teatro, o grego Téspis cria a função de ator, ao sair do coro (grupo que narra e comenta a ação) e dizer que está representando Dioniso.

MÚSICA -A música era executada por um só instrumento de sopro ou de cordas acompanhado por uma forte batida rítmica. Os instrumentos favoritos era a lira, a cítara, parecida com o alaúde, e o áulo, que lembrava um pouco o oboé. Eles apreciavam bastante o canto e escreveram muitos poemas em forma de canção com acompanhamento de lira. Eles chamavam essa poesia de lírica.



ARTE ANTIGA -CONTINUAÇÃO GRECIA

Escultura - Na escultura usavam tanto mármore quanto bronze. No Período arcaico nota-se a influência do Egito em sua inspiração e técnica, apreciando a simetria natural do corpo humano em figuras masculinas nuas e eretas em rigorosa posição frontal com o peso distribuído sobre suas pernas – homem jovem militarismo - estatuas chamadas kouros. No período clássico, prezava a liberdade individual, favorecendo uma arte mundana, as posições variadas, abandonando a frontalidade podendo serem apreciadas de todos os ângulos.
Pintura em cerâmica - Na Grécia, a pintura em cerâmica, ou seja, os vasos gregos, ou ânforas, são famosos pela beleza da forma e pela harmonia entre desenho, cores e espaço utilizado para a ornamentação. Eram usados em rituais religiosos e também para armazenar água, vinho, azeite e outros alimentos. As pinturas representavam cenas da mitologia grega e de pessoas em suas atividades diárias. Inicialmente o artista pintava, em negro, a silhueta das figuras. Depois fazia os detalhes do desenho retirando a tinta preta. Por volta de 530 a.C., inverteu o esquema de cores, isto é, deixou as figuras na cor natural do barro cozido e pintou o fundo e negro, dando início a serie de figuras vermelhas. Arquitetura - A arquitetura grega tinha um único objetivo: proteger as estátuas dos deuses das ações do tempo.
Na Arquitetura, o desenho das fachadas ganham destaques: as de ordem Dórica eram simples e maciça, e as de ordem jônica, mais detalhada e com mais leveza.
Música -A música era executada por um só instrumento de sopro ou de cordas acompanhado por uma forte batida rítmica. Os instrumentos favoritos era a lira, a cítara, parecida com o alaúde, e o áulo, que lembrava um pouco o oboé. Eles apreciavam bastante o canto e escreveram muitos poemas em forma de canção com acompanhamento de lira. Eles chamavam essa poesia de lírica.

Período Helenístico - No século IV a.C. Filipe II, rei da Macedônia, dominou a Grécia. Ao morrer, foi sucedido pelo filho, Alexandre Magno, que construiu um gigantesco império: manteve o domínio sobre a Grécia e conquistou a Pérsia e o Egito. Com sua morte, o império se dividiu em vários reinos nos quais se desenvolveu uma cultura semelhante a grega – daí ser chamada de helenística, de Hélade, como a Grécia era conhecida.
A escultura desse período apresenta características diferentes da dos períodos anteriores. Uma delas é a tendência a expressar sob forma humana, idéias e sentimentos como paz, amor, liberdade, vitória, etc. Os temas como o sofrimento, o sono, a morte, a infância e a velhice,especialmente flagradas nos retratos, onde mais que a exatidão da fisionomia é desejada a representação do caráter ou vida interior do personagem.. Outra é o inicio do nu feminino, pos os períodos arcaico e clássico as figuras de mulher eram esculpidas sempre vestidas. No inicio do século III a. C. os escultores passam a expressar movimento e despertar no observador o desenho de andar em torno delas para examiná-las de vários ângulos. A grande novidade da
escultura do período helenístico, entretanto, foi a representação de grupos de pessoas, em vez de apenas uma figura. Todo conjunto devia dar a impressão de movimento e permitir a observação por todos os ângulos.
Os gregos lançaram os alicerces da cultura européia.

Arquitetura
Inspirada na arte clássica, a arquitetura helenística manteve o uso das ordens gregas (dórica, jónica e coríntia). Além dos templos, surgiram ginásios, teatros, grandes palácios e altares que respondiam às novas funções da vida cultural e política do Império. O conhecimento ditou a constituição de enormes bibliotecas, como as de Pérgamo e de Alexandria.
De entre os edifícios erguidos neste período destacam-se as o santuário da cidade de Pérgamo
Artes plásticas
Durante a época helenística, tal como se verificara na Grécia clássica, foi a escultura em pedra ou em bronze o género artístico que atingiu um maior nível de desenvolvimento.
Abandonando, o rígido e o ideal clássico que caracterizou a estatuária grega, o artista helenístico torna-se mais livre e naturalista., como o celebrado Colosso de Rodes.
A "Vitória de Samotrácia", estátua comemorativa de uma batalha, realizada em mármore aproximadamente em 200 a. C., representava uma deusa alada que fazia parte de um vasto conjunto que se perdeu.

EGITO

A arte egípcia é marcada pela escrita avançada, e pela religião. Ela foi capaz de determinar o modo de vida, as relações sociais e hierarquias, direcionando todas as formas de representação artística daquele povo. Eles eram politeístas, ou seja, acreditavam em vários deuses e esses poderiam mudar o curso de vida de cada um. Acreditavam, também, na vida após a morte. Baseados nisso, vemos túmulos, estátuas e vasos que eram deixados com os mortos. Toda a arquitetura egípcia, como exemplo, as pirâmides, eram edificadas sob construções mortuárias, as chamadas tumbas. Elas eram idênticas às casas onde os faraós habitavam em vida. As pessoas de classe social mais importante eram sepultadas nas mastabas, que deram origem às grandes pirâmides.
A classe social era dividida entre sacerdotes e faraós, fazendo parte da classe alta, e de comerciantes, artesãos e camponeses, e mais abaixo ainda da camada estavam os escravos. Destaques que marcaram a imponência e poder do faraó: a pirâmide de Djoser, Pirâmides do deserto de Gizé -Quéops, Quéfren e Miquerinos, sendo a maior a primeira, e a Esfinge do Egito Antigo: uma representação do faraó Quéfren, a mais conhecida.




Pintura - A arte, no período era padronizada, pois seguia critérios religiosos. As pinturas eram anônimas e não registravam o estilo do artista, mas o faraó. A primeira regra a ser seguida era a lei da frontalidade -era obrigatória e consistia na representação de pessoas com o tronco de frente, os pés, a cabeça e as pernas ficavam de perfil. Portanto, não era uma arte naturalista. Escultura - Na escultura, apesar das convenções, as estátuas eram representadas de acordo com os traços particulares da pessoa, principalmente a posição que ocupava na sociedade, o seu trabalho e traços raciais. Depois, no Médio Império, o Egito apresentava suas esculturas e retratos com uma aparência ideal e não real, como, por exemplo, os reis. Já no Novo Império, o ápice do crescimento egípcio, é marcado pela reconstrução de templos inacabados. Um novo tipo de coluna, nos templos mais conservados, Carnac e Luxor em homenagem ao deus Amon, se destacavam, pois eram trabalhados com papiro e a flor de lótus. Um dos monumentos que se destacaram foi o Túmulo da rainha Hatshepsut;


Roma
A influência da arte romana veio da cultura etrusca, arte popular que retratava o cotidiano e da cultura greco-helenística, expressando o ideal de beleza, entre os séculos XII e VI a. C., em diferentes regiões da Itália. Sua civilização surgiu em 753 a. C., por meio de lendas e mitos.

A arquitetura - Uma das características da arquitetura veio da arte etrusca, por meio do uso do arco e da abóbada nas construções. Essas estruturas diminuíram a utilização das colunas gregas e aumentaram os espaços internos. Antes, se as colunas não fossem usadas, o peso do teto poderia causar tensões nas estruturas. O arco ampliou o vão entre uma coluna e outra e a tensão do centro do teto era concentrado de formas homogênea.
No final do século I d.C., Roma havia superado as influências desenvolvendo criações próprias.
Nas moradias romanas, as plantas eram rigorosas e eram desenhadas sob um retângulo. As estruturas gregas, eram admiradas pela elegância e flexibilidade e foram implantadas nessas moradias, o peristilo (espaço formado por colunas isoladas e aberto na lateral).
Os templos tinham uma arquitetura diferente: no pórtico de entrada, havia uma escadaria, as laterais se diferenciavam da entrada e não tinham a mesma simetria. Para fugir da inspiração grega, romanos criaram templos, valorizando os espaços interiores, como exemplo o Panteão, em Roma, construída durante o reinado do Imperador Adriano. Ele é o primeiro templo pagão ocupado por uma igreja cristã, devido a sua estrutura arquitetônica.

Teatro- Foram criados os anfiteatros, com o uso das abóbadas e arcos; o um espaço era amplo e suportava muitas pessoas. O público se encontrava no auditório, sendo possível construir os edifícios em qualquer lugar. O evento que eles mais gostavam eram as lutas dos gladiadores e não era necessário um palco para apreciar o espetáculo. Em um espaço central elíptico era circundado pela arquibancada, com grande número de fileiras. Um grande exemplo é o Coliseu, em Roma, uma das sete maravilhas do mundo moderno.

Pintura - Os pintores romanos usaram, ao mesmo tempo que o realismo, a imaginação, dando origem à obras que ocupavam grandes espaços, enriquecendo mais a arquitetura. A maioria das pinturas originou-se da cidade de Pompeia e Herculano e foram soterradas pela erupção de um vulcão. Elas desencadearam a quatro estilos de pintura:
1º estilo - Não era considerada uma pintura: as paredes eram pintadas com gesso, dando impressão de placas de mármore;
2º estilo - Descobriu-se que a ilusão com gesso poderia ser substituída pela pintura: os artistas pintavam painéis, que davam a ideia de janelas abertas por onde se viam paisagens com pessoas, animais, objetos sugerindo profundidade;
3º estilo - Valorização dos detalhes: no final do século I a. C., a realidade das representações foi trocada por detalhes;
4º estilo - Volta da profundidade, dos espaços: a ilusão dos espaços foi combinada a delicadeza, dando origem ao quarto estilo. Ex.: sala da casa dos Vetti, em Pompeia. Artistas romanos dedicaram-se também a arte do mosaico em mármore. Foram encontrados em muitas cidades romanas, mas os de maior valor artístico são os que decoravam os edifícios de Pompéia.

Escultura - Na escultura, os romanos eram muito diferentes dos gregos em alguns aspectos. Apesar de apreciarem a arte, eles não representavam o ideal de beleza, mas a cópia fiel das pessoas, buscando retratar traços particulares. Essa preocupação também foi encontrada em relevos esculpidos, pois eles buscavam representar acontecimentos e pessoas que participaram dele. Ex.: Coluna de Trajano e Coluna de Marco Aurélio. Sem dúvida, os romanos contribuíram muito com a arte, tendo um espírito prático e apto para construir teatros, templos, casas, aquedutos, etc. No início do século III, eles começaram a enfrentar lutas internas, por causa da entrada dos povos bárbaros. A preocupação com a arte diminuiu e no século V, o Império Romano entra em decadência e é dominado pelos invasores germânicos.


ARTE MEDIEVAL
Introdução
Durante a Idade Média (século V ao XV), a arte europeia foi marcada por uma forte influência da Igreja Católica. Esta atuava nos aspectos sociais, econômicos, políticos, religiosos e culturais da sociedade. Logo, a arte medieval teve uma forte marca temática: a religião. Pinturas, esculturas, livros, construções e outras manifestações artísticas eram influenciados e supervisionados pelo clero católico.

Estilo Românico
Este estilo prevaleceu na Europa no período da Alta Idade Média (entre os séculos XI e XIII). Na arquitetura, principalmente de mosteiros e basílicas, prevaleceu o uso dos arcos de volta-perfeita e abóbadas (influências da arte romana). Os castelos seguiram um estilo voltado para o aspecto de defesa. As paredes eram grossas e existiam poucas e pequenas janelas. Tanto as igrejas como os castelos passavam uma ideia de construções “pesadas”, voltadas para a defesa. As igrejas deveriam ser fortes e resistentes para barrarem a entrada das “forças do mal”, enquanto os castelos deveriam proteger as pessoas dos ataques inimigos durante as guerras.
Com relação às esculturas e pinturas podemos destacar o caráter didático-religioso. Numa época em que poucos sabiam ler, a Igreja utilizou as esculturas, vitrais e pinturas, principalmente dentro das igrejas e catedrais, para ensinar os princípios da religião católica. Os temas mais abordados foram: vida de Jesus e dos santos, passagens da Bíblia e outros temas cristãos.

Estilo Gótico
O estilo gótico predominou na Europa no período da Baixa Idade Média (final do século XIII ao XV). As construções (igrejas, mosteiros, castelos e catedrais) seguiram, no geral, algumas características em comum. O formato horizontal foi substituído pelo vertical, opção que fazia com que a construção estivesse mais próxima do céu. Os detalhes e elementos decorativos também foram muitos usados. As paredes passaram a ser mais finas e de aspecto leve. As janelas apareciam em grande quantidade. As torres eram em formato de pirâmides. Os arcos de volta-quebrada e ogivas foram também recursos arquitetônicos utilizados.
Com relação às esculturas góticas, o realismo prevaleceu. Os escultores buscavam dar um aspecto real e humano às figuras retratadas (anjos, santos e personagens bíblicos).
No tocante à pintura, podemos destacar as iluminuras, os vitrais, painéis e afrescos. Embora a temática religiosa ainda prevalecesse, observa-se, no século XV, algumas características do Renascimento: busca do realismo, expressões emotivas e diversidade de cores.

RESUMO
• a arte predominantemente comprometida com o projeto de difusão do Cristianismo europeu.
• A Igreja Católica era uma das poucas instituições ricas o suficiente para remunerar a obra dos artistas, e portanto a maior parte das obras eram de natureza religiosa (condicionando o que se conhece por arte sacra).
• As duas principais manifestações arquitetônicas (catedrais) eram o românico e o gótico.
• o povo não possuía o hábito da leitura, visto que eram poucos aqueles que tinham acesso à escrita e que podiam ler. Portanto, as artes visuais foram um dos principais meios encontrados pela Igreja Católica de passar para a sociedade os valores do cristianismo.
• A maioria dos artistas medievais eram anônimos e o trabalho coletivo era bastante comum. Além disso, é difícil identificar artistas individuais no período.






Arte Bizantina

A arte Bizantina teve seu centro de difusão a partir da cidade de Constantinopla, capital do Império Romano do Oriente, e desenvolveu-se a princípio incorporando características provenientes de regiões orientais, como a Ásia Menor e a Síria.
A aceitação do cristianismo a partir do reinado de Constantino e sua oficialização por Teodósio procuraram fazer com que a religião tivesse um importante papel como difusor didático da fé ao mesmo tempo que serviria para demonstrar a grandeza do Imperador que mantinha seu caráter sagrado e governava em nome de Deus.
A tentativa de preservar o caráter universal do Império fez com que o cristianismo no oriente destacasse aspectos de outras religiões, isso explica o desenvolvimento de rituais, cânticos e basílicas.
O apogeu da cultura bizantina ocorreu durante o reinado de Justiniano ( 526-565 d.C. ), considerada como a Idade de Ouro do império.

Arquitetura
O grande destaque da arquitetura foi a construção de Igrejas, facilmente compreendido dado o caráter teocrático do Império Bizantino. A necessidade de construir Igrejas espaçosas e monumentais, determinou a utilização de cúpulas sustentadas por colunas, onde haviam os capitéis, trabalhados e decorados com revestimento de ouro, destacando-se a influência grega.
A Igreja de Santa Sofia é o mais grandioso exemplo dessa arquitetura, onde trabalharam mais de dez mil homens durante quase seis anos. Por fora o templo era muito simples, porém internamente apresentava grande suntuosidade, utilizando-se de mosaicos com formas geométricas, de cenas do Evangelho.
Na cidade italiana de Ravena, conquistada pelos bizantinos, desenvolveu-se um estilo sincrético, fundindo elementos latinos e orientais, onde se destacam as Igrejas de Santo Apolinário e São Vital, destacando-se esta última onde existe uma cúpula central sustentadas por colunas e os mosaicos como elementos decorativos.

Pintura e Escultura
A pintura bizantina não teve grande desenvolvimento, pois assim como a escultura sofreram forte obstáculo devido ao movimento iconoclasta . Encontramos três elementos distintos: os ícones, pinturas em painéis portáteis, com a imagem da Virgem Maria, de cristo ou de santos; as miniaturas, pinturas usadas nas ilustrações dos livros, portanto vinculadas com a temática da obra; e os afrescos, técnica de pintura mural onde a tinta era aplicada no revestimento das paredes, ainda úmidos, garantindo sua fixação.
Destaca-se na escultura o trabalho com o marfim, principalmente os dípticos, obra em baixo relevo, formada por dois pequenos painéis que se fecham, ou trípticos, obras semelhantes às anteriores, porém com uma parte central e duas partes laterais que se fecham.

Mosaicos
O Mosaico foi uma forma de expressão artística importante no Império Bizantino, principalmente durante seu apogeu, no reinado de justiniano, consistindo na formação de uma figura com pequenos pedaços de pedras colocadas sobre o cimento fresco de uma parede. A arte do mosaico serviu para retratar o Imperador ou a imperatriz, destacando-se ainda a figura dos profetas.



RENASCIMENTO
O homem vitruviano de Leonardo da Vinci é o símbolo do espírito humanista da Renascença. A arte do período reflete as características do desenho: classicismo,razão e simetria. À medida que a Renascença emerge entre a partir de 1300, o foco dos artistas descola-se para o passado clássico, buscando influências na Grécia e Roma antigas, levando a profundas mudanças tanto nos aspectos técnicos quanto nos motivos e temáticas da pintura e escultura, e, ainda, o ideal do humanismo, juntamente com a Racionalidade, dignidade do Ser Humano e o rigor científico, em oposição ao divino e ao sobrenatural, conceitos que haviam impregnado a cultura da Idade Média, foram sem dúvida o móvel desse progresso e tornou-se o próprio espírito do re-nascimento do passado, considerado agora como fonte de inspiração e modelo de civilização.
Seguindo o espírito humanista do período, a arte tornou-se mais laica em suas temáticas, buscando motivos na mitologia clássica em adição aos temas cristãos.

A pintura Os pintores passam a aumentar o realismo de seus trabalhos usando as novas técnicas: • Perspectiva: arte de figura, no desenho ou pintura, as diversas distâncias e proporções que têm entre si os objetos vistos à distância, segundo os princípios da matemática e da geometria. • Uso do claro-escuro: pintar algumas áreas iluminadas e outras na sombra, esse jogo de contrastes reforça a sugestão de volume dos corpos. • Realismo: o artistas do Renascimento não vê mais o homem como simples observador do mundo que expressa a grandeza de Deus, mas como a expressão mais grandiosa do próprio Deus. E o mundo é pensado como uma realidade a ser compreendida cientificamente, e não apenas admirada. • Surgimento de artistas com um estilo pessoal, diferente dos demais, já que o período é marcado pelo ideal de liberdade e, conseqüentemente, pelo individualismo. • Os três mais influentes artistas renascentistas são Leonardo da Vinci, Michelangelo e Botticelli.

RENASCIMENTO
– PRINCIPAIS ARTISTAS
MICHELANGELO
Michelangelo Buonarroti, nasceu em Caprese, vizinhança de Florença em 1475. Na escola, só pensava em desenhar, provocando a ira da família que desprezava a profissão de artista. Acabou vencendo e aos treze anos tornou-se aprendiz de estúdio de Domenico Ghirlandaio. Mas a pintura não o agradava e ingressou na escola de escultura de Lourenço de Médicis, que o hospedou em seu palácio. Convivendo com a elite nobre e intelectual, deixou-se empolgar pela idéias do Renascimento italiano.
Escultor, pintor, arquiteto e poeta, teve uma grande paixão: a escultura. Talvez porque o mármore fosse melhor para modelar suas monumentais figuras e onde podia dar asas ao seu entusiasmo e usar sua força física que com um só golpe de martelo conseguia deixar o bloco de mármore quase na medida apropriada. Em 1501, quando começou a trabalhar na estátua de Davi, o jovem herói bíblico que venceu o gigante Golias, tentou expressar seu ideal de beleza física, criando uma figura na plena exuberância de suas formas. Em 1505, partiu para Roma atendendo um convite do Papa Júlio II, que lhe encomendou a reconstrução da Catedral de São Pedro e a construção do seu mausoléu. Michelangelo foi pessoalmente a Carrara, escolher os mármores mas logo que começou o trabalho, desentendeu-se com o Papa e foi para Florença. A desavença logo terminou e ele voltou a trabalhar no mausoléu e realizou uma de suas maiores obras “Moisés”. Para o mesmo trabalho esculpiu os dois célebres “Escravos”. A obra ficou inacabada e sobre ela ele comentou aos sessenta e sete anos: acho que perdi toda minha juventude ligado a ela. Em Florença 1523 a 1534 esculpiu as estátuas de Juliano e Lourenço de Médicis. Mas o tema da Virgem Maria envolvendo o filho morto “Pietá”, foi o mais querido, pois o repetiu quatro vezes. Em 1508 o Papa Júlio II, encarregou-o de decorar a Capela Sistina. Mesmo reclamando que não era pintor, durante quatro anos trabalhou o suficiente para criar trezentas figuras na abóboda de quarenta metros de largura por treze de altura. Criou episódios do Gênesis. Todo o conjunto é original e novo expressando um mundo terreno, ao alcance dos sentidos humanos. Entre 1534 e 1541, pintou um grande afresco na parede do altar da Capela Sistina “O Juízo Final” onde todos os personagens estavam nus. Provocou tanta controvérsia que o Papa Paulo IV, pensou em destruir a obra, mas contentou-se em velar os nus mais ousados.
A arquitetura também era sua paixão, em 1520 planejou o edifício e o interior da Capela de São Lourenço. Em 1535, passou a ser arquiteto, escultor e pintor do Palácio Apostólico e replanejou a Colina do Capitólio em Roma. Em 1552, iniciou a reconstrução da Catedral de São Pedro, mas só viveu para ver concluída sua cúpula. Morreu em Roma em 1564, um homem que expressou em suas obras, toda sua beleza interior. Principais Obras: Afrescos do teto da Capela Sistina; A criação de Adão; Julgamento Final;Martírio de São Pedro; Conversão de São Paulo; Cúpula da Basílica de São Pedro; Esculturas: Davi, Leda, Moisés e Pietá; Retratos da família Médici; Livro de poesias: Coletânea de Rimas; A Madona dos degraus (relevo).
A Sagrada Família 1503 Outros, 80x91 cm A Criação do Homem 1511 Outros570x280 cm Juízo Final,1536 Outros1330x1700 cm Frases de Michelangelo: - "O amor é a asa rápida que Deus deu à nossa alma para que ela voe até o céu." - "Bem vindo é o sono, mais bem vindo o sono de pedra Enquanto crime e vergonha continuam na Terra; Minha sorte feliz, não ouvir ou ver; Não me acordem - por piedade, sussurem baixo."

LEONARDO DA VINCI
Leonardo da Vinci nasceu em Anchiano, perto de Vinci, a 15 de Abril de 1452. Era filho do notário Piero di Antonio da Vinci e de uma camponesa, Catarina. No ano do seu nascimento, o seu pai casou com uma mulher muito mais nova, Albiera di Giovanni Amadori. Leonardo foi separado da mãe aos 5 anos de idade e, a partir de então, passou a viver com o PAI. Leonardo cresceu no campo o que poderá justificar o seu amor pela natureza. Teve uma grande paixão por cavalos que, mais tarde, foram objecto de magníficos estudos.
Em 1469, Leonardo mudou-se para Florença onde iniciou a sua aprendizagem em pintura no atelier do célebre pintor florentino Andrea del Verrocchio (1436-1488).
Em 1472 iniciou investigações anatômicas. Elaborou então inúmeros desenhos e esquemas do corpo humano. A figura ao lado é um exemplo desse trabalho. O seu primeiro desenho, intitulado Desenho da paisagem do Vale do Arno, é datado de 1473.
Até 1480, produziu uma série de quadros pequenos, como a Madona com Cravo, a Madona Benois e, possivelmente, também a Anunciação. Em 1482, mudou-se para Milão e ofereceu os seus serviços como engenheiro, escultor e pintor a Ludovico Sforza (1451-1508). De 1483 até 1486, juntamente com Ambrogio e Evangelista de Predis, aceitou e executou a encomenda de uma pintura de altar: A Virgem dos Rochedos.
De 1487 até 1488, trabalhou como arquitecto no atelier da Catedral de Milão. Em 1489, Leonardo planeou um tratado de anatomia com base numa grande colecção de desenhos anatómicos que havia realizado a partir de observações e dissecações humanas e animais. De 1489 até 1494, trabalhou na estátua equestre de Francesco Sforza em Milão. Nesse mesmo período pintou os Retrato de Cecilia Gallarani e de Lucrezia Crivelli.
De 1495 até 1498, Leonardo entregou-se à pintura de A Última Ceia encomendada por Ludovico Sforza. Em 1500, regressou a Florença e iniciou aquele que seria o seu período mais produtivo comopintor. Na primavera desenhou um croquis para a A Virgem e o Menino com Stª Ana, cuja pintura a óleo só será concluída em 1510. Em 1501, trabalhou num pequeno quadro da Virgem com o Menino conhecido como Madona del Fuso. Em 1502, viajou por Itália com Cesar Borgia como arquitecto e engenheiro. Neste altura, desenhou mapas e outros tipos de representações geográficas.
Em 1503, regressou a Florença e iniciou o retrato de Lisa del Giocondo, esposa de Francesco del Giocondo. Nesta altura começou a pintura mural da Batalha de Anghiari.
Em 1513, Leonardo da Vinci foi para Roma com o seu novo mecenas, Giuliano de Medici. Em 1514/1515 iniciou uma série de experiências científicas. Entre outras coisas, planeou a drenagem dos pântanos de Pontini, a sul de Roma. Em 1516, após a morte de Giuliano de Medici, foi para França trabalhar na corte de Francisco I. Morreu em Cloux em 1519. Foi sepultado na Igreja de S. Florentino, em Ambroise, destruída durante a revolução francesa.

SANDRO BOTTICELLI
Botticelli foi um dos mais importantes artistas do Renascimento Cultural. Italiano, nasceu no ano de 1445 e morreu em 1510.
Desde jovem, dedicou-se à pintura mostrando grande talento para as artes. Em suas obras seguiu temáticas religiosas e mitológicas. Este importante artista resgatou, de forma brilhante, vários aspectos culturais e artísticos das civilizações grega e romana. Chegou também a fazer retratos de pessoas famosas (príncipes, integrantes daburguesia e nobres) da época.
As pinturas de Botticelli são marcadas por um forte realismo, movimentos suaves e cores vivas.
Uma de suas obras mais conhecidas, até os dias de hoje é “O Nascimento de Vênus”, que o pintor fez no ano de 1485. Nesta linda obra, observamos a valorização das forças da natureza, o realismo e o resgate da mitologia romana. Principais obras de Botticelli (pinturas): - O Nascimento de Vênus - A Primavera - A Adoração dos Magos - O Castigo dos Rebeldes - A Tentação de Cristo - Retrato de Dante Alighieri - Nastagio Degli Onesti - A Coroação da Virgem - O Inferno de Dante - Virgem com o Menino e dois Santos - As provações de Moisés - Lamentação.


BARROCO

A arte barroca originou-se na Itália (séc. XVII) e espalhou-se por outros países da Europa e a chegar também ao continente americano, trazida pelos colonizadores portugueses e espanhóis. As obras barrocas romperam o equilíbrio entre o sentimento e a razão ou entre a arte e a ciência, que os artistas renascentistas procuram realizar de forma muito consciente; na arte barroca predominam as emoções e não o racionalismo da arte renascentista. É uma época de conflitos espirituais e religiosos. O estilo barroco traduz a tentativa angustiante de conciliar forças antagônicas: bem e mal; Deus e Diabo; céu e terra; pureza e pecado; alegria e tristeza; paganismo e cristianismo; espírito e matéria.
Suas características gerais são: emocional sobre o racional; busca de efeitos decorativos e visuais, através de curvas, contracurvas, colunas retorcidas; entrelaçamento entre a arquitetura e escultura; violentos contrastes de luz e sombra; pintura com efeitos ilusionistas, dando-nos às vezes a impressão de ver o céu, tal a aparência de profundidade conseguida.
PINTURA - Características da pintura barroca: composição assimétrica, em diagonal - que se revela num estilo grandioso, monumental, retorcido, substituindo a unidade geométrica e o equilíbrio da arte renascentista; Acentuado contraste de claro-escuro (expressão dos sentimentos) - era um recurso que visava a intensificar a sensação de profundidade; Realista, abrangendo todas as camadas sociais; Escolha de cenas no seu momento de maior intensidade dramática.
Pintores barrocos:
Caravaggio- o que melhor caracteriza a sua pintura é o modo revolucionário como ele usa a luz. Ela não aparece como reflexo da luz solar, mas é criada intencionalmente pelo artista, para dirigir a atenção do observador. Obra destacada: Vocação de São Mateus.
Velázquez- além de retratar as pessoas da corte espanhola do século XVII procurou registrar em seus quadros também os tipos populares do seu país, documentando o dia-a-dia do povo espanhol num dado momento da história. Obra destacada: O Conde Duque de Olivares.

Rubens(espanhol) - além de um colorista vibrante, se notabilizou por criar cenas que sugerem, a partir das linhas contorcidas dos corpos e das pregas das roupas, um intenso movimento. Em seus quadros, é geralmente, no vestuário que se localizam as cores quentes - o vermelho, o verde e o amarelo - que contrabalançam a luminosidade da pele clara das figuras humanas. Obra destacada: O Jardim do Amor.
Rembrandt(holandês) - o que dirige nossa atenção nos quadros deste pintor não é propriamente o contraste entre luz e sombra, mas a gradação da claridade, os meios-tons, as penumbras que envolvem áreas de luminosidade mais intensa. Obra destacada: Aula de Anatomia.
ESCULTURA - Suas características são: o predomío das linhas curvas, dos drapeados das vestes e do uso do dourado; e os gestos e os rostos das personagens revelam emoções violentas e atingem uma dramaticidade desconhecida no Renascimento.
Bernini- arquiteto, urbanista, decorador e escultor, algumas de suas obras serviram de elementos decorativos das igrejas, como, por exemplo, o baldaquino e a cadeira de São Pedro, ambos na Basílica de São Pedro, no Vaticano. Obra destacada: A Praça de São Pedro, Vaticano e o Êxtase de Santa Teresa.
BARROCO (BRASIL) -O estilo barroco desenvolveu-se plenamente no Brasil durante o século XVIII, perdurando ainda no início do século XIX. O barroco brasileiro é claramente associado à religião católica. O ponto culminante da integração entre arquitetura, escultura, talha e pintura aparece em Minas Gerais, sem dúvida a partir dos trabalhos de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. Seu projeto para a igreja de São Francisco, em Ouro Preto, por exemplo, desde a portada, com um trabalho de medalhões, anjos e fitas esculpidos em pedra-sabão, e oO Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas do Campo, é constituído por uma igreja em cujo adro estão as esculturas em pedra-sabão de doze profetas, cada um desses personagens numa posição diferente e executa gestos que se coordenam.
Características da escultura de Aleijadinho: Olhos espaçados, Nariz reto e alongado; Lábios entreabertos; Queixo pontiagudo; Pescoço alongado em forma de V.




Movimentos Que Marcaram A Vanguarda Da Arte Moderna

1874 – Impressionismo - O nome do movimento é derivado da obra Impressão, nascer do sol (1872), de Claude Monet,O ciclo da arte moderna começa em abril desse ano, quando jovens de Paris usam um estúdio fotográfico para mostrar sua arte. Estilo anti-acadêmico, caracterizado por atribuir importância fundamental à impressão lírico-subjetiva, relegando ao segundo plano toda a descrição objetiva de detalhes. Cores justapostas, cabendo à retina reconstruir os tons. Foi uma reação contra o espírito greco-latino e a organização escolástica. A crítica dizia: sem arte, nulidade, sem estudo. Alguns do mais famosos impressionistas: Manet, Monet, Van Gogh, Cèzanne, Renoir, Gauguin
1880 - Art Noveau - A arquitetura, a pintura e a escultura sofrem o efeito da industrialização e das descobertas científicas do século 19. Obras excessivamente sinuosas e rebuscadas passam a ser reproduzidas industrialmente, através da fundição ou da impressão em roupas e de pôsteres, difundindo-se como decoração entre a incipiente classe média.
1886 - Neo-impressionismo - quase nenhum autor pintava sob os efeitos do impressionismo de Monet. O Neo-impressionismo, foi iniciado por Seurat e consistiu na evolução do impressionismo no sentido do rigor, utilizando a cor de uma forma sistematizada. A cor era intuitiva, a técnica utilizada consistia numa mistura óptica designada por pontilhismo, no qual havia uma justaposição de pequenas manchas de cor pura – pontos – que se deveriam misturar com certa distância na visão do observador. As dimensões dessas manchas coloridas dependiam do tamanho do quadro. O mais importante nas obras era as leis universais e eternas da harmonia – o ritmo, a simetria e o contraste. Os temas são os da vida cotidiana, das paisagens marítimas e das diversões, tratados em grandes telas, e executados no atelier a partir de estudos realizados ao ar livre. Os pintores mais consagrados desta época foram: Georges Seurat, Paul Signac e Pissaro.O Pontilhismo (também designado por divisionismo), é uma técnica de pintura, saída do movimento impressionista, em que pequenas manchas ou pontos de cor provocam, pela justaposição, uma mistura óptica nos olhos do observador (imagem).
1888 - Pós-impressionismo - foi a expressão artística utilizada para definir a pintura e a escultura no final do impressionismo, marcando também o início do cubismo. O pós-impressionismo designa-se por um grupo de artistas e de movimentos diversos onde se seguiram as suas tendências para encontrar novos caminhos para a pintura, que não mais representavam fielmente os preceitos originais do impressionismo. Acentuaram a pintura nos seus valores específicos – a cor e bidimensional idade, que sentindo-se limitados e insatisfeitos pelo estilo impressionista, queriam ir mais além. São pós impressionistas Gauguin, Cézanne,Toulouse-Lautrec e Van Gogh.
1907 – Cubismo - O início do primeiro movimento de vanguarda do século 20 não é bem definido. Há quem o atribua ao espanhol Pablo Picasso e seu quadro Les Demoiselles d’Avignon, de 1907. Outros, ao francês Georges Braque. Ambos inovaram ao pintar sem o limite de um único ponto de vista, dando ênfase à imaginação do artista e desestruturando a realidade com formas geométricas.
1909 – Expressionismo - Surgiu na Alemanha como oposição ao impressionismo. Artistas como Vincent van Gogh e Edvard Munch, em vez de registrar sua impressão do mundo, valiam-se de suas emoções para dar formas à visão que tinham das coisas. Por isso, as cores eram modificadas e as figuras, deformadas, como O Grito, de Munch.
1916 – Dadaísmo - O dadaísmo surgiu em diversos lugares ao mesmo tempo: Zurique, Paris, Nova York, Berlim e Barcelona, ente outros. A proposta era expressar a indignação pela Primeira Guerra Mundial – incluindo aí as instituições políticas, sociais e artísticas. Para os dadaístas, mais que registrar impressões ou sentimentos, era preciso destruir modelos lógicos e racionais e criar novos, baseados na anarquia e no irracional.
1924 – Surrealismo - O surrealismo surgiu na França na década de 1920. Este movimento foi significativamente influenciado pelas teses psicanalíticas de Sigmund Freud, que mostram a importância do inconsciente na criatividade do ser humano. O marco de início do surrealismo foi a publicação do Manifesto Surrealista, feito pelo poeta e psiquiatra francês André Breton, em 1924. Neste manifesto, foram declarados os principais princípios do movimento surrealista: ausência da lógica, adoção de uma realidade "maravilhosa" (superior), exaltação da liberdade de criação, entre outros. Os artistas do surrealismo que de destacaram mais na década de 1920 foram: o escultor italiano Alberto Giacometti, o dramaturgo francês Antonin Artaud, os pintores espanhóis Salvador Dalí e Joan Miró, o belga René Magritte, o alemão Max Ernst, e o cineasta espanhol Luis Buñuel e os escritores franceses Paul Éluard, Louis Aragon e Jacques Prévert.

Análise Guernica, Pablo Picasso

Por este motivo, este quadro tem também um significado político e funciona como uma crítica à devastação causada pelas forças Nazistas aliadas com o ditador espanhol Franco. Outra possível interpretação indica que o quadro Guernica funciona como um símbolo de paz ou anti-guerra. Guernica é uma pintura a óleo sobre tela de grandes dimensões, com 7.76 metros de comprimento e 3.49 metros de altura. Atualmente, esta pintura está exposta em Madri, no Museu Reina Sofia.
Análise do quadro Guernica –O contexto histórico é essencial para interpretar esta pintura. Neste momento, a Espanha vivia um conflito entre as forças Republicanas e os Nacionalistas, liderados pelo General Francisco Franco. Os Nacionalistas contaram com o apoio do exército Nazista e autorizaram os alemães a bombardearem Guernica, como forma de testarem novas armas e táticas de guerra, que viriam a ser usadas mais tarde na Segunda Guerra Mundial.
Cores- O preto e branco foram as cores escolhidas pelo o autor, que servem para intensificar a sensação de drama causado pelo bombardeamento.
Composição - Esta é uma obra cubista, pois inclui figuras geometricamente decompostas, usando elementos surrealistas e técnicas que seriam associadas ao cubismo. O cavalo e o touro são dois dos elementos mais destacados do quadro, elementos muito populares na cultura espanhola, que representa que este ataque é um ataque à cultura espanhola, uma tentativa de destruir os ideais defendidos pelos cidadãos espanhóis.
Além disso, o horror causado em seres humanos, com um soldado morto no chão, uma mãe que chora a morte do filho morto nos seus braços (esquerda do quadro), uma mulher em desespero enquanto a sua casa é destruída em chamas (direita do quadro), uma mulher com a perna ferida que tenta fugir de todo o caos causado (no centro da pintura) e uma mulher com um lampião, que parece iluminar o resto dos elementos (no centro do quadro).
A espada quebrada representa a derrota do povo, que foi quebrado pelos seus opositores, enquanto os edifícios em chamas indicam a destruição não apenas em Guernica, mas a destruição causada pela Guerra Civil.

http://www.significados.com.br/quadro-guernica-de-pablo-picasso



ARTE CONTEMPORÂNEA Para alguns historiadores, a Era contemporânea, inicia-se após a segunda guerra Mundial, para outros a Arte contemporânea é aquela que se aprenseta pós anos 70 do século XX. Nesse nosso contexto, vamos trabalhar como Arte contemporânea seguindo esse primeiro conceito, pós segunda guerra. É um período artístico que surgiu na segunda metade do século XX e se prolonga até aos dias de hoje. Após a Segunda Guerra Mundial, sobrepõe-se aos costumes a necessidade da produção em massa. Quando surge um movimento na arte, esse movimento revela-se na pintura, na literatura, na moda, no cinema, e em tantas outras artes tão diferentes. Sendo a arte transcendente, para um determinado movimento surgir é muito provável que surge antes na sociedade.A arte começa a incorporar ao seu repertorio questionamentos bem diferentes das rupturas propostas pelas Arte Moderna e as Vanguardas Modernistas. Os artistas passam a questionar a própria linguagem artística, a imagem em si, a qual subitamente dominou o dia-a-dia do mundo contemporâneo. Nos anos 60, as formas dos objetos tornam-se aerodinâmicas, alusivas ao espaço, com forte recorrência ao brilho do vinil. Na década de 70, surge, o Op Art e Pop Art, o Expressionismo Abstrato; a Arte Conceitual; o Minimalismo; a Body Art; a Internet Street e a Art Street, a arte que se desenvolve nas ruas, influenciada pelo grafite e pelo movimento hip-hop. É na esteira das intensas transformações vigentes neste período que a arte contemporânea se consolida. Os artistas nunca tiveram tanta liberdade criadora, tão variados recursos materiais em suas mãos. As possibilidades e os caminhos são múltiplos, as inquietações mais profundas, o que permite à Arte Contemporânea ampliar seu espectro de atuação, pois ela não trabalha apenas com objetos concretos, mas principalmente com conceitos e atitudes. Pop Art A Pop Art, abreviatura de Popular Art, foi um movimento artístico que se desenvolveu na década de 1950, na Inglaterra e nos Estados Unidos. Foi na verdade uma reação artística ao movimento do expressionismo abstrato das décadas de 1940 e 1950. Os artistas deste movimento buscaram inspiração na cultura de massas para criar suas obras de arte, aproximando-se e, ao mesmo tempo, criticando de forma irônica a vida cotidiana materialista e consumista. Latas de refrigerante, embalagens de alimentos, histórias em quadrinhos, bandeiras, panfletos de propagandas e outros objetos serviram de base para a criação artística deste período. Os artistas trabalhavam com cores vivas e modificavam o formato destes objetos. A técnica de repetir várias vezes um mesmo objeto, com cores diferentes e a colagem foram muito utilizadas. Os materiais mais usados pelos artistas da pop art eram derivados das novas tecnologias que surgiram em meados do século XX. Gomaespuma, poliéster e acrílico foram muito usados pelos artistas plásticos deste movimento. A pop art exerceu uma grande influência no mundo artístico e cultural das épocas posteriores. Influenciou também o grafismo e os desenhos relacionados à moda. Principais artistas da Pop Art: - Andy Warhol: maior representante da Pop Art. Além de pintor foi também cineasta. - Roy Lichtenstein: pintor norte-americano que trabalhou muito com HQs (histórias em quadrinhos), criticando a cultura de massas. Op Art Op-art, também conhecida como Arte Óptica, é um estilo artístico visual que utiliza ilusões óticas. Este movimento artístico teve inicio na década de 1930 com as obras do designer gráfico e artista húngaro Victor Vasarely. As características principais são: uso de recursos visuais (cores, formas, etc.) para provocar ilusões óticas,as imagens parecem ter movimento, combinações de formas geométricas simples como, por exemplo, quadrados, retângulos, círculos e triângulos, em muitas obras, o observador deve se movimentar para visualizar os efeitos da pintura ou escultura. Desta forma, o observador participa ativamente, uso de linhas paralelas sinuosas ou retas, uso de poucas cores, sendo o preto e o branco as mais usadas, imagens ocultas que podem ser vistas somente de determinados ângulos ou através da focalização de determinadas áreas da obra, contraste de cores. Um dos principais artistas foi Victor Vasarely. Fotografia Rosangela Rennó - Coletora de imagens: fotos antigas, ela digitaliza a vida e as condição humana. Rochelle Costi - Ela focaliza quartos de gente humilde, de adolescentes, de jovens casais, enfim, de anônimos que nos provocam estranhamentos e familiaridade. Fredi Kleemann - Pioneiro como profissional fixo de uma companhia de teatro na função de fotografo oficial. Lenise Pinheiro - Fotógrafa e specializada em teatro e em iluminação, ela fotografa da platéia junto ao publico, usa maquinas artesanais. Vik Muniz – Artista plástico e fotógrafo. Arte conceitual A Arte conceitual, definida pelo artista Sol LeWitt: “Em arte conceptual, a idéia ou conceito é o aspecto mais importante da obra. Significa que todo o planejamento e decisões são tomadas antecipadamente, sendo a execução um assunto secundário. A ideia torna-se na máquina que origina a arte.” Esta perspectiva artística teve os seus inícios em meados da década de 1960, prenunciada pelo artista francês Marcel Duchamp, nas décadas de 1950, o movimento propõe vários exemplos de trabalhos que se tornariam o protótipo das obras conceituais, como os readymades, ao desafiar qualquer tipo de categorização, colocando-se mesmo a questão de não serem objetos artísticos. A arte conceitual recorre frequentemente ao uso de fotografias, mapas e textos escritos (como definições de dicionário). O movimento estendeu-se, aproximadamente, de 1967 a 1978. Foi muito influente, contudo, na obra de artistas subsequentes, como no caso de Mike Kelley ouTracy Emin. Concretismo A arte concreta é precursora do movimento “op-art”. Concretismo foi um movimento vanguardista surgido em 1953, inicialmente na música, depois na poesia e, por fim, nas artes plásticas. Defendia a racionalidade e rejeitava o Expressionismo, o acaso, a abstração lírica e aleatória. Nas artes plásticas é um abstracionismo geométrico que através de cores e linhas, um movimento perceptivo vibratório, o espectador, sente certas vibrações e modificações perceptíveis nas imagens da composição. Traz semelhanças com o Suprematismo e o Construtivismo. As Características principais do Concretismo: elaboração artística em busca da forma precisa; ênfase na racionalidade, no raciocínio e na ciência; uso de figuras abstratas nas artes plásticas, união entra a forma e o conteúdo na obra de arte;envolvimento com temas sociais (a partir da década de 1960). O Concretismo procura sintetizar as teorias abstratizantes e científicas da Arte Moderna. É bidimensional, levando a pintura de volta à superfície do quadro, como fez Mondrian no Neo-plasticismo. No Brasil, a primeira Bienal de São Paulo(1951) estimula muitos artistas a engajarem-se na linguagem despojada e geométrica da arte concreta. A aplicação prática do Concretismo foi a programação visual e o design industrial.Destacam-se os brasileiros Ivan Serpa, Lígia Clark e Hélio Oiticica.

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