5/05/2011

1 SERIE ENSINO MÉDIO 2017

1.ª série
Introdução a Arte

A Arte faz parte do ser humano e da sociedade desde a pré-história até os dias atuais, fez e faz parte de toda produção cultural do homem, introduziu um novo modo de pensar, ensinar novas relações, novos pensamentos e idéias, emoções e anseios que habitam tanto o Homem como a sociedade. E ainda capacita o individuo no seu modo de interpretar, compreender, representar, imaginar o mundo.
Atualmente, não há definitivamente um conceito exato para que se é Arte. Sabe-se que nosso planeta vem sofrendo modificações culturais, e, a Arte, consequentemente tem sofrido transformações. Antigamente, o belo, o estético, estava vinculado a Arte, hoje, nem sempre vimos isso. No entanto, ela não perdeu sua essência. Ela está ligada intimamente ao Homem, em si, a Sociedade, e a cultura inserida na mesma. Se olharmos a nossa volta, veremos que estamos rodeados pelas Arte. Ela domina todo espaço em que vivemos; ela determina nosso modo de ser; ela determina o que somos. Ela faz parte de todos nós, individual e coletivamente.

Apostila 1 – Arte , Cidade e Patrimônio Cultural

A Cidade é um espaço, feito, refeito e reinventado constantemente onde convivem diferentes culturas e práticas culturais, com mediações culturais variadas, formas de participações e jeito de expressar diferenciados. Neste contexto encontram-se patrimônios culturais, criações poéticas pessoais em diferentes linguagens artísticas e mediações culturais diversas dentro da cidade.
As figuras do Caderno do aluno das p. 6 e 7, retratam diferentes linguagens artísticas e práticas culturais presentes na cidade de São Paulo.
Neuropolis – Lívio Tragtenberg uniu músicos de rua, imigrantes, num musical, onde japoneses tocam ao lado de nordestinos, paraguaios acompanham o nosso samba...
Namakaca – Grupo paulista formão pelos palhaços César “ Cara de Pau” e “Montanha” Carvalho e Cafi Otta, que realizaram um espetáculo “É Nóis na Xita – a Serviço do Riso” com malabaristas anônimos que trabalharam nos semáforos próximo ao Mercado Municipal em março de 2004, tornando o espetáculo circense profissional. O evento foi contemplado com o PAC – Plano de Ação Cultural – da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo.
Dança de salão - Com origem nos bailes das cortes européias, dança-se em casal. Trazida pelos colonizadores às Américas, deu origem ao tango, a gafieira, a salsa, ao bolero, ao forró, a lambada, e outras.
Street Dance – Surgiu com a crise econômica americana de 1929, dançarinos desempregados apresentavam seus shows na rua. Na década de 60, sofreu influência do soul-ritmo afro-americano, propagado por James Brown, depois a música disco, o funk e o rap. Na década de 70, o street dance nasceu dos movimentos nos guetos novaiorquinos englobando musica, dança, poesias e pintura, combinando jazz, capoeira, o hip-hop. As músicas têm batidas fortes, o corpo acompanha o ritmo, as expressões faciais compõem a coreografia. No Brasil, foi difundido nas periferias, como forma de protestos, associado ao grafite, ao rap como a trilha sonora.
Forró – Dança de origem nordestina, com semelhanças do arrastar dos pés dos índios, ritmos portugueses e holandeses e o balançar dos quadris dos africanos, e, danças de salão européias. Nas cidades onde é mais popular, as músicas são tocadas por um sanfoneiro, um zambueiro e um tocador de triângulo. Entre os artistas destacam-se: Alceu Valença, Dominguinhos, Elba Ramalho, Frank Aguiar, e outros. Dançando em pares, há duas modalidades: forró nordestino e forró universitário.
Z’África Brasil – Instituto formado por grupos da periferia com músicos, artistas e produtores de diferentes classes sociais, com parceria de produção em Estúdios e palcos, se apresentando em conjunto no Brasil e na Europa.
A Conquista do Espaço: Novas Formas da arte de Rua – Exposição apresentada nas fachadas, muros, paredes e espaços de circulação no SESC de São Paulo, de maneira não convencional, da arte de Rua, e da relação com o espectador, com a participação de artistas nacionais, como Fefe Talavera e outros internacionais. Fefe se apropria da rampa de acesso expondo colagem de animais tipográficos extraídos de cartazes de rua da capital. Sua arte é encontrada na cidade com colagens coloridas e escritos criativos.
Breakdance - começou a se espalhar pelo Brasil a partir dos anos 80, consagrou-se com o sucesso de Michael Jackson seu e a abertura da novela "Partido Alto", no horário nobre da rede Globo. De lá para cá, o break mudou e ganhou um jeitinho nacional, além de surgir os B-boys, dançarinos de break, s representantes dessa modalidade na ruas que participam de competições, com a gingada de samba e capoeirista, com eles de sujeira, o grafite virou arte e freqüenta mostras em museus e galerias. O Red Bull BC One, primeiro campeonato internacional de b-boys realizada em São Paulo, em 2005, tem grandes nomes como o paulista Alex José Gomes Eduardo, o Pelezinho, e o brasiliense Jorge Andre de Lima Gonçalves Curado, o Muxibinha. A batalha, que apresenta um dos quatro elementos do hip-hop (os outros três são o MC, o DJ e o grafite), também terá o charme das mulheres numa disputa entre b-girls brasileiras e espanholas, além de uma exposição de grafite.



ARTES VISUAIS - ARTE PÚBLICA
Toda arte tem um caráter público e é de interesse público. No entanto, o conceito de Arte pública é não tem uma definição única. O termo surgiu lá pelo fim dos anos 70, e tem referência norteamericana. Tem o objetivo de deselitizar a produção artística, abrindo-a para a participação coletiva, em resposta aos intoleráveis processos de exclusão em curso na sociedade contemporânea, vacilando entre as esferas estéticas e sociopolíticas, debate que envolve artistas e não-artistas.
Segundo Tadeu Chiarelli, professor de história da arte brasileira na ECA-USP, arte pública é o conjunto de obras que deve pertencer a uma determinada comunidade, estar disponibilizada aos elementos que a constituem. Tal conjunto deve estar disponibilizado em museus e espaços de passagem (ruas, parques etc.), não apenas por meio de sua exposição, mas também através de serviços educativos que as tornem mais efetivamente claras para o público -seu proprietário. Privilegiam apenas exposições periódicas em espaços públicos, exposições e/ou intervenções que, quase sempre, pouco ou nada contribuem para a ampliação da percepção estética do público que passa pelo local.
São exemplos de arte pública, as figuras das p. 12 e 13
Lagartixa equilibrista- Paredes e muros grafitados pelos artistas paulistanos Otávio e Gustavo Pandolfo ( os gêmeos ) ficam no centro de São Paulo.
Ossário - Alexandre Orion usou um túnel aqui de São Paulo, mais exatamente no túnel da Avenida Cidade Jardim para sua obra, ao invés de pincéis ou sprays apenas um pano para retirar a fuligem acumulada durante o dia dentro do túnel e máscara.

Patrimônio Cultural
No Brasil, a Constituição Federal definiu o patrimônio cultural brasileiro como sendo o conjunto de bens de natureza material e imaterial. São exemplos de patrimônio imaterial: os saberes, se a literatura, a música, o folclore, a linguagem e os costumes. [os modos de fazer, as formas de expressão, celebrações, as festas e danças populares, lendas, músicas, costumes e outras tradições.
E, patrimônio cultural materiais, alèm de bens imóveis tais como castelos, igrejas, casas, praças, conjuntos urbanos, e ainda locais dotados de expressivo valor para a história, a arqueologia, a paleontologia e a ciência em geral. Nos bens móveis incluem-se, por exemplo, objeto, instrumentos, artefatos, pinturas, esculturas e artesanato.
O IPHAN, Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional é uma entidade federal vinculada ao Ministério da Cultura, criado em 1937, no governo de Getúlio Vargas, responsável por preservar, divulgar e fiscalizar os bens culturais brasileiros, bem como assegurar a permanência e usufruto desses bens para a atual e as futuras gerações.


Reforma ou restauro - Na reforma, o proprietário faz o que quer, usa a cor e os materiais que quer. O restauro sendo um conjunto de procedimentos que visa a recuperar e preservar, o mais próximo possível, o estado original de uma obra ou documento, busca respaldo técnico e científico na química, na biologia, na engenharia dos materiais, exige seleção e treinamento de pessoal, preocupa-se com aspectos filosóficos, éticos, históricos sendo de custo elevado e de extensa duração.
É exemplo de Patrimônio Cultural a Estação da Luz (figs. p. 15) aberta ao público em 1901, hoje abriga além da estação, o Museu de Lingua Portuguesa; o prédio da Estação Pinacoteca, projeto de Ramos de Azevedo, inaugurado em 1875, usado pelo Departamento de Ordem Politica e Social (DOPS), de 1949 a 1983, como sede de seções de interrogatórios e torturas durante o período da ditaruda miliar e que hoje envolve a Estação Jilio Prestes, transformadana Sede da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo; a Catedral da Sé, o Mercado Municipal da Cantareira, o Centro Cultrual Banco do Brasil, e outros. Além de prédios, obras como Os Bandeirantes de Henrique Bernardete, pintada no final do século XIX, no Palácio dos Bandeirantes e outros monumentos como esculturas em praças públicas tambpém são exemplos de patrimônios culturais artísticos.

Atividades:
4) Faça a correspondência da segunda coluna de acordo com a primeira:
(A) Neuropolis
(B) Namakaca
(C) Street Dance
(D) Z’Africa Brasil
(E) Forró
(F) Dança de Salão
(G) Grafite
(H) Breakdance

( )São representantes brasileiros conhecidos internacionalmente: Pelezinho e Muxibinha;
( )São representantes brasilerios conhecidos internacionalmente: Fefe Talavera, Os Gêmeos e Alexandre Órion;
( )Orquestra dos Músicos das Ruas de São Paulo criado por Livio Tragtenberg, que mistura diferentes culturas; ( ) criado por César “Cara de pau”, “Montanha” Carvalho e Cafi Otta, representa um grupo de circo de rua;
( ) movimento expressado por diferentes manifestações artíticas de música, dança, Poesia e pintura;
( ) São exemplos dessa modalidade: o tango, a gafieira, a salsa, o bolero entre outros;
( ) dança de origem nordestina;
( ) grupo formado por musicos da periferia de São Paulo que se apresentam em estúdios e palco inclusive na Europa.

2) Sobre Arte Pública?
a) qual a definição?
b) quem a produz?
c) qual sua mediação cultural?
d) dê 2 exemplos de artistas brasileiros que atuam com arte pública e suas obras:

3) Sobre Patrimônio Cultural
a) qual a definição?
b) Dê 5 exemplos de patrimônio material:
c) dê 5 exemplos de patrimônio imaterial:
d) Qual a diferença entre reforma e restauro?

4)O que é IPHAN?
Situação de Aprendizagem Dança - Patrimônio Cultural - Dança

1.º ano H – Patrimônio Cultural - Dança
As danças populares brasileiras são expressões de movimentos, passos, gestos, ritmos, coreografias, sentimentos., formas, simbologias e raços específicos do jeito de ser de um grupo social. Algumas danças são consideradas patrimônio Cultural imaterial por preservar tradições, dos antepassados, crenças, filosofias, particularidades, como:
O Jongo - associada à cultura africana no Brasil e que influiu poderosamente na formação do Samba carioca.
Samba de roda - musical mais primitiva do samba, originário do estado brasileiro da Bahia, provavelmente no século XIX. Associado à capoeira, é tocado por um conjunto de pandeiro, atabaque, berimbau, viola e chocalho, acompanhado principalmente por canto e palmas.
Tambor de crioula - realizada ao som de tambores feitos de troncos, é associada à devoção popular a São Benedito, é um folguedo característico da cultura negra do Maranhão. É uma dança exclusivamente feminina.
Frevo - ritmo pernambucano derivado da marcha, do maxixe da capoeira. Surgido no Recife no final do Século XIX.
Escola de samba - originário da cidade do Rio de Janeiro, as escolas de samba se apresentam em espetáculos públicos, em forma de cortejo, onde representam um enredo, ao som de um samba-enredo, acompanhado por uma bateria, com seus componentes usando fantasias alusivas ao tema proposto.
Mestre-sala e porta-bandeira – É um modo dos homens cortejar as fêmeas. A porta-bandeira leva a bandeira e o mestre-sala leva o guardião. Ele e ela são mais do que um simples casal.


Sobre a imagem das Danças dos Tupuias, 1641 de Albert Eckhout - representa o mundo selvagem antes da intervenção civilizatória do europeu, os Tapuias das terras da costa paraibana, já aliados dos holandeses no Nordeste brasileiro. No entanto, os quatro coqueiros cujos troncos delimitam o palco da dança indígena são palmáceos originários das ilhas do Pacífico e da costa africana do Oceano Índico, trazidos ao Brasil pelos portugueses e que, portanto, não podiam figurar numa representação dos trópicos de antes da conquista, é um claro sinal da presença européia nessas terras.
As índias grávidas dessa pintura são simples coadjuvantes utilizando algum tipo de produzindo sons ou assobios cadenciados para marcar os passos da dança masculina.. O casal parece mais velho: são adultos cujos objetos que carregam e gestos mostram estar plenamente inseridos na vida de sua comunidade. Na mão direita traz quatro dardos, e na mão esquerda, um tacape que aponta para um pequeno grupo de índios que dança em volta de um prisioneiro numa clareira em frente à mata, no plano intermediário da paisagem. O triunfo do “selvagem” sobre a natureza se mostra na jiboia de cabeça ensanguentada que acaba de ser abatida pelo guerreiro, e na falta de preocupação em relação à venenosa caranguejeira (próxima ao seu pé direito. Os ornamentos mostram sua integração à comunidade Tapuia.

Situação de Aprendizagem Teatro - Circo
O circo tradicional pé formado por grupos familiares. O saber circense vai desde armar e desarmar o circo, a preparar os números ou peças, treinar crianças e adultos. O resultado é um rigoroso e complexo processo de formação, socialização e aprendizagem artística passado de geração para geração.
No circo contemporâneo, a aprendizagem se faz em escolas de circos, que ganham espaços nas ruas urbanas. A linguagem é tecida por saltimbancos trapalhões, gente que não é de circo, formada por escolas de circos e/ou teatro, a partir das décadas de 1980 e 1990, interando técnicas circenses e elementos teatrais.
Responder atividade p. 31
O palhaço – esse personagem foi inspirado no bobo sheaksperiano e influenciado pela commedia dell” Arte, surgiu no século XVIII para subverter a apresentação dos equilibristas nos espetáculos do inglês Philip Astley, um dos fundadores do circo moderno. Este inventou o picadeiro e montou espetáculos de equilíbrio e malabarismo com cavalos. O palhaço surgiu para ridicularizar as atrações oficiais, tornando as cenas grotescas e estúpidas.
Cada palhaço constrói sua maquiagem de acordo com o que acha expressivo em seu rosto.
Doutores da Alegria - O Projeto Doutores da Alegria foi criado nos EUA por Michael Christensen, com o nome de "Clown Care Unit" e introduzido como programa-irmão no Brasil por Wellington Nogueira em 1991, com o mesmo objetivo do programa americano: levar aos jovens pacientes hospitalizados um estímulo de alegria e vitalidade, auxiliando-os na recuperação da saúde ou reduzindo seu sofrimento nos casos mais graves.

2.bIMESTRE

1.ª SÉRIE – INTERVENÇÃO EM ARTE: ELABORANDO PROJETOS POÉTICOS NA ESCOLA

INTERVENÇÃO EM ARTE: ELABORANDO PROJETOS POÉTICOS NA ESCOLA

            Intervenção Urbana é um tipo de manifestação artística, geralmente realizada em áreas centrais de grandes cidades, em espaços públicos, visando colocar em questão as percepções acerca do objeto artístico. Consiste em grafites, cartazes, cenas de teatro ao ar livre ou acréscimo de outros elementos plásticos, de forma a modificar o significado ou as expectativas do senso comum, quanto a esse objeto, recriando paisagens. Uma poesia embaralhada numa estação de metrô, por exemplo, é um convite para que as pessoas parem sua maratona frenética e dediquem alguns minutos para decifrar aquelas palavras. Mas as intervenções urbanas também podem ter outros alvos, como a marginalização da arte, problemas sociais, ambientais e outros.
Embora a intervenção, por sua própria natureza, tenha um caráter subversivo, atualmente é tida como legítima manifestação artística, muitas vezes patrocinada pelo Poder Público. Mas, quando não autorizada, quase certamente será considerada como vandalismo e não como arte. Intervenções não autorizadas ou ilegais frequentemente alimentam o debate sobre os limites entre a arte e o simples vandalismo.
 Resumindo: intervenção artística é o ato de inventar e intervir diretamente sobre um espaço/suporte. Intervir é interagir, causar reações diretas ou indiretas, é tornar uma obra inter-relacional com o seu meio, por mais complexo que seja, considerando-se o seu contexto histórico, sociopolítico e cultural. É uma arte que envolve diretamente a comunidade, a sociedade, obriga-nos a tratar o espaço como um espaço a ser construído.

Situação de Aprendizagem – Artes Visuais
           Arte Pública foi um termo que surgiu lá pelo fim dos anos 70 de referência  norte-americana para deselitizar a produção artística, abrindo-a para a participação coletiva, em resposta aos intoleráveis processos de exclusão nas esferas estéticas e sociopolíticas,
 Projeto Jamac - Mônica Nador nasceu em Ribeirão Preto e passou parte da sua adolescência em São José dos Campos. Foi uma das expoentes da "geração 80". Desenvolveu pinturas murais em bairros pobres periféricos em várias cidades no Brasil e no exterior, desenvolvendo um projeto denominado "Paredes Pinturas". Sua proposta artística era "de romper e expandir limites na intervenção artística".
 O Projeto JAMAC, no Jardim Miriam Arte Clube, foi criado pela artista plástica Mônica Nador, que desenvolve trabalho com jovens da comunidade do bairro da periferia da zona sul paulistana. Eles transformam, com suas pinturas, escolas, casas e praças do bairro assim como abrem caminhos de transformação em suas próprias vidas, levanta questões que remetem ao significado da origem da arte, quando não havia ainda separação entre arte e sociedade.Estes moradores assim incentivados pintaram também o interior de suas casas. Depois desta experiência, partiu para experiências no exterior, em Tijuana, Cuba, India e Paquistão, sob o patrocínio do Banco Mundial. 
           Monumentos Mínimos - Néle Azevedo é artista plástica. Nasceu em Santos Dumont, Minas Gerais, e vive há mais de 20 anos em São Paulo. Ficou conhecida com seu projeto de intervenções urbanas Monumento Mínimo, que subverte os cânones do monumento convencional: reduz a escala a centímetros, substitui pessoas ilustres por cidadãos comuns, troca materiais duradouros por gelo. O Monumento Mínimo também é tema e título da dissertação de mestrado que a artista defendeu na UNESP, em 2002. Néle já levou o Monumento Mínimo a países como França, Itália, Portugal, Cuba, Alemanha e Japão.
A obra "Monumento Mínimo"é composta por 290 pequenas esculturas Estatuetas de gelo da performance dispor na escadaria dente osutros lugares, na Catedral da sé, centro da cidade de São Paulo. 
Pequenos homens e mulheres cabisbaixos, como se estivessem sentados nos degraus. Esculturas representativas comuns, se não fosse pelo material com que foram concebidas: gelo. Aos olhos da platéia que se reunia em torno das esculturas, pés, ombros e cabeça de cada peça começaram a pingar, consumidos pelo Sol e da pedra dos degraus da Sé.Na medida em que derretiam, os homenzinhos de gelo ganhavam expressão. Inclinavam-se sobre si mesmos, recostavam-se uns nos outros, perdiam membros, caíam, quebravam e desapareciam numa poça de água. Em pouco mais de 25 minutos, sob os aplausos de quem assistiu ao processo de liquefação da arte de Nele Azevedo, a pequena multidão de gelo desaparecera. Segundo a artista, a performance "Monumento Mínimo", promovida pelo Sesc Carmo, contrapõe os monumentos tradicionais, feitos para durar. "Assim como todos nós somos duração no tempo, criei monumentos para serem esquecidos."

Situação de Aprendizagem Dança
Dança Coral -Dança Coral ou dança coletiva é uma coreografia simples, improvisada ou pré-elaborada, criada a partir de características individuais de movimento dos participantes de um grupo no sentido de recuperar o sentido do coletivo, contribuindo cada participante com suas próprias características na combinação do todo.
Uma experiência de Dança Coral pode ser vivida por qualquer pessoa interessada em se expressar através de seus próprios movimentos, não sendo necessária nenhuma experiência anterior em dança, sem restrições quanto a idade ou gênero. Introduz e desenvolve atitudes positivas perante a vida, possibilitando aos indivíduos a criação e construção de algo a partir de recursos próprios e da troca com outras pessoas, valorizando suas aptidões naturais e canalizando sua energia para atividades produtivas. Foi desenvolvida por Rudolf Laban e sua equipe nos países da Europa nos meados do século passado, reunindo centenas e até milhares de pessoas envolvidas nesta atividade, fato este que provocou sua expulsão da Alemanha na época do nazismo.
No Brasil ela vem acontecendo em algumas cidades em que os seguidores deste método deram continuidade ao trabalho iniciado por Maria Duschenes em São Paulo.

Aprendizagem :Teatro

Intervenção Cênica -É uma intervenção artística que consiste na realização de uma performance cênica, (entendam o conceito de cênico pela possibilidade de reunião de todas as artes), que tenha o lúdico como ponto central, pervertendo e resignificando espaços,proporcionando aos espectadores reflexões a respeito de temas específicos como segurança no trabalho, higiene pessoal, relacionamento comunitário, valores humanos e as relações metafísicas com a vida. 




3.º Bimestre – In(ter)venção na Escola – Arte e Ação Exemplos de Intervenções Artísticas- Fichas Técnicas

Intervenção Cênica: Obra: Revolução Genômica Artistas: BETINELLI, Auber, XAVIER, Luciana, e FAJNGOLD, Laura. Espaço: Pavilhão Armando de Arruda Pereira, Pq do Ibirapuera Cidade: São Paulo Ano: 2008 Tema: As imagens revelam a intervenção cênica num laboratório da exposição, onde acontece uma extração de DNA de morango para o publico visitante e um amplo salão, localizado nos bastidores da exposição.

Intervenção Cênica: Obra: Mar de Gente Artista: BERTAZZO, Ivaldo Ano: 2007 Tema: O espetáculo, tem como processo de criação a dança folclórica do Leste Europeu, a desconstrução de vários elementos das danças indiana e africana e tradições da Romênia e Hungria. O tema do espetáculo é a globalização e propõe uma reflexão a respeito da superpopulação mundial e de suas trocas culturais. Ancorado em textos escritos, coreografia e numa dramaticidade inspirada nos movimentos polca e folclóricas. A mistura de culturas inspirou também o figurino e o cenário de Fabio Namatame. O palco quase vazio, a escadaria ao centro ressalta o trabalho dos bailarinos que preenchem os espaços criando povoados e rodas de danças referenciando os paises.


Intervenções Visuais: Escultura Obra: The Depression Bread Line Artista: SEGAL, George Espaço: Menorial Francklin Delano Roosevelt Cidade: Washigton Ano: 1991 Tema: A obra é uma reflexão sobre a condição humana. Cinco figuras masculinas formam fila e retratam o período da Grande Depressão americana, um difícil período econômico. Segal criou primeiramente uma escultura em gesso, madeira, metal e pintura de acrílico, que serviu de molde para a fundição em bronze. As figuras expressivas ocupam um espaço cotidiano, convidando a”reolhar” a vida humana.

Instalação Obra; Cânone Artista: MAREPE Local: Pavilhão da Bienal, Pq do Ibirapuera Evento: 27.ª Bienal Internacional de São Paulo. Cidade: São Paulo Ano: 2006 Tema: Guarda-chuvas masculinos pretos e sóbrios criam intrincadas relações entre materialidade e forma-conteúdo, convidando-nos a múltiplas leituras, sensações e pensamentos.

Paisagismo Obra: Jardim de Burle Marx Autor: Roberto Burle Marx Espaço: Pq Burle Marx Cidade: São Paulo Ano: 2008 Tema: Jardim composto de diversos tipos de rochas e plantas compondo uma ideia.

Instalação Obra: Azulejões Autora: VAREJÃO, Adriana. Materiais: 100 telas, gesso sobre tela, pintado a óleo Espaço: Centro Cultural do Banco do Brasil Ano: 2001 Tema: A artista observou e fotografou azulejos portugueses da Igreja do Outeiro da Glória, no Rio de Janeiro. Buscou a matéria para reproduzir telas em grande escala, revelando na pele na pintura as rachaduras dos originais. As marcas do tempo foram cuidadosamente amplificadas. O grande painel pintado por Adriana compõe-se de 100 telas. Proposta: Criar uma intervenção na escola, escolhendo o espaço e tema.


1.ª série – apostila 4 – Intervenção: Revelando os Seus Instantes

Em qualquer dos modos de registros visual – fotografia ou vídeo-, o cuidado com a qualidade documental é fundamental. Não basta juntar fotografias, vídeos ou desenho e anotações, mas sim registrar conforme critérios de organização. Acontecimentos, vivências, ideias, registros, fotos, registros sonoros, são formas que relacionam o projeto e a performance (instalação ou intervenção), documentando, catalogando, preservando e expondo obras de Arte. A obra toma a forma de registros, documentos, livros, vídeos, discos mapas, diagramas, projetos cartas e cartões postais.

A performance contemporânea brasileira vem criando novos paradigmas para o sistema da arte, como a questão da aquisição da obra. No passado, seria impensável comprar um a performance. Hoje, a questão começa a ficar diferentes. Se compra o seu registro, seu roteiro e a possibilidade de vê-la novamente.
Quando um museu adquire os direitos de uma performance, pode utiliza-la varias vezes.

Carmela Gross e a obra Luzes Praças e Pontes
Carmela Gross (São Paulo, 1946) atua como artista plástica desde a década de 1960. Sua arte envolve questões conceituais, aberta às possibilidades da nova mídia.
A obra de Carmela, “Luzes, Praças e Pontes”, pode ser considerada um site specific, isto é, uma obra feita para um determinado local. Pela legenda, é possível verificar que, antes de fazer parte da exposição do SESC/Pinheiros, em 2008, a obra já havia sido realidade em 1989.

Michel Groisman
Michel Groisman (Rio de Janeiro RJ 1972). Performer. Gradua-se em educação artística, com habilitação em música, pela Universidade do Rio de Janeiro. Fez cursos de arte com o pintor, desenhista e gravador e com o pintor.
Em Transparência, o artista Michel adapta velas às diversas partes do seu corpo. Realizando um movimento contínuo, o performer passa o fogo de uma vela para a outra, produzindo uma metáfora plástica da circulação das energias internas do corpo. Então, utilizando um sistema de tubos anexado ao seu corpo, Michel vai apagando as velas sucessivamente a medida que acende outras.


Otavio Donasci
Graduado em artes plásticas, mestrado em artes plásticas, atua como diretor de criação e de espetáculos multimídia. Também faz performances multimídia. profissionalmente cenógrafo de teatro e produtor de eventos especiais, torna-se conhecido no terreno da arte/tecnologia pelo seu projeto do videoteatro, primeiramente por meio de suas videocriaturas e posteriormente com de suas performances multimídia.
Plasmacriatura - Videocriatura com rosto e parte do corpo de monitor plasma de 42 polegadas. Num estúdio ligado à criatura por um cabo, um ator ao vivo interpreta o pedaço do corpo que aparece no plasma e tudo é laboratorizado por um programa de edição num computador. Microcamera e monitores internos na videocriatura permitem a visualização do publico pelo performer.
Cabaret Videocriaturas- Para comemorar 20 anos de videoperformances, Otávio Donasci faz uma retrospectiva de suas videocriaturas.

Questões
1) Em relação aos registros sobre obras de Arte, como pode ser documentado?
2) O que significa site specific?
3) Qual a característica das obras de Carmela Gross?
4) Qual a característica das obras de Otavio donasci?
5) Como é a performance de Michel Groisman em Transparência?

Natureza-morta

Natureza-morta é um tipo de pintura e fotografia em que se vê seres inanimados, como frutas, louças, instrumentos musicais, flores, livros, taças de vidro, garrafas, jarras de metal, porcelanas, dentre outros objetos.
O termo natureza-morta se refere à arte de pintar, desenhar, fotografar composições deste gênero. Na arte contemporânea é frequente utilizar ainda outros suportes como a escultura, instalação ou videoarte destas representações de objetos inanimados, como referências à história da arte.

Esse gênero de representação surgiu da Grécia antiga, e também se fez presente em afrescos encontrados nas ruínas de Pompeia. Foi depois condenada por teólogos católicos durante a Idade Média.[carece de fontes] A denominação Natureza morta, conforme o alemão Norbert Schneider1 , surgiu na Holanda no século XVII, nos inventários de obras de arte. A expressão competiu durante algum tempo com natureza imóvel e com representação de objetos imóveis no século XVIII.2

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